sábado, 19 de dezembro de 2015
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
CONHECENDO SEU GUIA NA UMBANDA
É
muito comum no inicio das incorporações, quando a gente está ansioso, com medo
, curioso e inseguro para saber quem são nossas entidades, como trabalharam,
nomes, etc… Todos nós médiuns já passamos por isso…..Quando há as incorporações
o médium fica mais que atento a qualquer palavra que saia de sua boca “se eu
falando ou a entidades, o que vai acontecer agora, o que ele tá fazendo” …..
tudo isso faz parte do início, pois ser consciente é perfeitamente normal e não
é sinal de “falta de firmeza, ou imaturidade nas incorporações, ou fraqueza do
médium.
E
é nessa fase onde o médium atua muito junto com a entidade, por sua
participação , ‘interatividade” que é peculiar nesse início, ocorre maior
incidência de uma interferência do médium , sobrepondo a da entidade.
Porém,
com o passar do tempo, o médium vai ganhando confiança, vai aprendendo a ficar
mais alheio das manifestações da entidades, pois para ele não terá mais
mistérios e se reservará da total abstenção de qualquer tipo de interferência,
inclusive de sua própria opinião do que a entidade deveria agir, falar ou
conduzir numa consulta.
Muitas
pessoas desistem no inicio, por não aceitar sua consciência e não conseguir
trabalhar psicologicamente essa questão e achar que é ele ali e não a entidade.
De não insistir e entender que as incorporações vão se firmando com o tempo.
Pois nossa forma de trabalhar mediunicamente é muitíssimo diferente de
Candomblé e Espiritismo. E para a Umbanda a afinidade e sintonia nas
incorporações é de fato, mais demorada. E nesse processo de ajustes,
equalizações e estabelecer uma sintonia satisfatória , o médium deve entender
que haverá sim erros, o seu sobrepor a própria entidade, o animismo, porque faz
parte desses ajustes. Por isso o médium não deve ser permitido ao estarem sob
influência das entidades; beber, fumar e principalmente, dar consultas e
atender o público, quando essa sintonia não se estabelecer de fato, avaliado
pelo dirigente e guias chefes da casa.
Não
é que não podem ….. é normal as entidades não darem nomes de suas falanges no início,
pois o médium ainda não está preparado mediunicamente falando … demora-se um
tempo para estabelecer uma sincronia entre a faixa vibratória da entidade com a
do médium e somente quando houver harmonia, e com menos risco de animismos por
parte do médium, é que elas trazem sua falange.
Antes
de tudo cada guia que incorpora é único, cada um é um espírito em particular,
com seu jeito de agir e pensar. O nome de que se utilizam é apenas um
indicativo da forma que trabalham de sua linha e irradiação. Por isso podemos
ter vários espíritos trabalhando com o mesmo nome, sem que sejam por isso um só
espírito. É como ser um médico, engenheiro, etc…
Todos
possuem um conhecimento comum, além do conhecimento individual. E isso faz com
que trabalhem de forma diferente, mas seguindo a mesma linha geral. A mesma
coisa acontece com nossos guias, então é comum escutar:
–
Como é o Caboclo X?
–
Me conte a estória do Preto Velho Y
–
Como é o ponto riscado do Exú Z?
Isso
pode ocasionar vários problemas no início do desenvolvimento, o médium lê uma
descrição de que o Caboclo Y fuma. E ele fica com “isso” na cabeça, assim que
chega no momento de trabalhar com o seu guia o Caboclo Y (também) ele pede um
charuto, e a parti daí fica mais difícil de romper essa barreira anímica criada
pelo médium.
Ou
então o médium lê que o Exu Z quando incorpora ajoelha no chão, aí pensa,
“nossa o que eu incorporo não ajoelha!!!” e começa a se sentir inseguro quanto
a manifestação do seu guia, podendo com isso atrapalhar o seu desenvolvimento.
Pra
resumir, a melhor forma de conhecer seu guia e através do tempo, do
desenvolvimento e do trabalho com ele, assim pouco a pouco você vai se inteirando
de como ele é, como gosta de trabalhar, etc.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
04/12 - DIA DE IANSÃ
Direção
é a arte ou efeito de dirigir, de dar direção, de conduzir com ordenação. O
direcionamento é uma das qualidades de Deus, presente e ativo em tudo o que Ele
gera e cria, tanto animado quanto inanimado. Mãe Iansã é em si mesma essa
qualidade do Divino Criador, ela é o próprio sentido de direção da lei. É a
aplicadora da Lei e ordenadora dos seres emocionados, esgotando seus
desequilíbrios e vícios, direcionando-os e abrindo-lhes novos campos, por onde
evoluirão de forma menos emocional.
Mãe Iansã é extremamente ativa, é
movimentadora e aplicadora da Lei nos campos da Justiça. Assim que o ser
é purificado de seus vícios, Iansã entra em sua vida redirecionando-o e
conduzindo-o a um outro campo, no qual retomará sua evolução. Uma de suas
atribuições é colher os seres fora-da-Lei e, com um de seus magnetismos,
alterar todo o seu emocional desvirtuado, seu mental e consciência
desordenados, para só então redirecioná-los, facilitando sua caminhada pela
linha reta da evolução. As energias irradiadas por Iansã densificam o mental,
diminuindo seu magnetismo, e estimulam o emocional, acelerando suas vibrações.
Com isso, o ser se torna mais emotivo e facilmente redirecionado. Mãe Iansã é a
Divindade da Lei cuja natureza é eólica, daí ser chamada de Senhora dos Ventos
e das Tempestades. Ela é o vendaval que desaba e a ventania que faz tudo
balançar. Ela é o próprio sentido de direção da Lei; é um mistério que só entra
na vida de um ser, caso a direção que este esteja dando à sua evolução e à sua
religiosidade não siga a linha reta traçada pela Lei Maior. Ela é o ar que
areja nosso emocional e nos proporciona um novo sentido da vida e uma nova
direção ou meio de vida, renovando a fé na mente e no coração dos seres. A essa
Mãe Divina podemos pedir nosso encaminhamento correto no encontro de novos
empreendimentos, conhecimentos, religião, processos, novas condições de vida,
nos vários campos. Que nossa Mãe Iansã sempre nos proporcione a correta
adaptação aos meios onde vivermos.
Nossa
Amada Mãe Iansã é a senhora dos ventos; portanto, imaginem uma ventania se
direcionando para todos os lados, ora para um, ora para outro lado. Essa
energia nós não vemos, mas a sentimos, pois a todo instante também nos
direcionamos de um lado para outro. Nossa mãe Iansã é Dona do direcionamento.
Ela só entra em nossas vidas, como direcionadora da Lei, caso a direção que
estejamos dando à nossa evolução e religiosidade não siga a linha correta
traçada pela Lei Maior (Ogum). Quando não é possível reconduzir o ser à linha
reta da evolução, uma das Iansãs intermediárias cósmicas, que atuam em seus
aspectos negativos, paralisa o ser e o retém em um dos campos de esgotamento
mental, emocional e energético, até que ele tenha sido esgotado de seu
negativismo e tenha descarregado todo o seu emocional desvirtuado e viciado. A
Senhora das Energias Puras Eólicas, nos traz a vida porque sem o ar não
viveríamos. Ela nos dá direcionamento, pois sem ele seríamos como um carro sem
motorista. Quando ficamos sem saber o que fazer, que rumo tomar, não devemos
sentir vergonha de pedir à nossa amada Mãe Iansã, um direcionamento na
vida, principalmente em negócios difíceis de serem resolvidos, nos
relacionamentos sentimentais, e em tudo que precisar de um encaminhamento correto.
Como Guardiã de um dos Mistérios de Deus, ela anula as injustiças e dilui os
acúmulos emocionais. Como Divindade Cósmica, ela têm como atribuição atrair
magneticamente os espíritos negativos, recolhê-los em seus domínios e retê-los,
até que esgotem seus negativismos, para só devolvê-los às faixas neutras, de
onde serão redirecionados para a luz ou para a reencarnação.Como magnetismo
aéreo, reflete em nós idealização, lealdade, sustentação, movimentação,
circulação, ordenação, segurança, etc. Nossa amada mãe Iansã, eólica por
excelência, irradia-se no fogo e no tempo e fixa-se nos cristais, no mineral e
na terra. Dilui-se na água e absorve no vegetal. Basta errarmos, para que ela
nos envolva em uma de suas espirais, impondo-nos um giro completo e transformador
dos nossos sentimentos viciados. A energia básica eólica é fundamental ao
arejamento mental e ao equilíbrio emocional das pessoas. Se absorvemos muito
dessa energia, tornamo-nos emotivos e “aéreos”, mas se absorvemos pouco, aí nos
tornamos densos e bitolados. Ela areja nossa mente, direciona nossa evolução e
fortalece nosso sentimento virtuoso.
Iansã
é o vendaval que derruba e a ventania que faz tudo balançar. Iansã é a lei
atuando no sentido de direcionar os seres que se desequilibram. É a novidade
que renova a Lei na mente e no coração humano; é a busca de melhores
condições de vida para os seres".
Fonte:
Manual Doutrinário, Ritualístico e Comportamental Umbandista Lurdes de Campos
Vieira (Coord.) – Madras Ed.
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