quarta-feira, 7 de agosto de 2013

“Procurai a Verdade e a Verdade vos libertará”.






Quando Ele nos advertiu de que o seu reino não era do mundo material de César, mas sim o reino do espírito eterno, também induziu-nos a crer que o livre arbítrio humano aumenta à medida que o homem se liberta da escravidão das formas e vive mais devotado ao mundo espiritual, onde a sua vontade angelizada pode-se exercer de modo ilimitado. A medida que mais vos integrardes ao Cristo planetário, que é o espírito excelso que nutre o vosso orbe, sem dúvida também crescerá o vosso livre arbítrio em relação aos demais seres pois, angelizando-vos, também sereis mais conscientes da Verdade Eterna.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Orixá regente do ano de 2013

Obaluaê


Saudação: Atotô Obaluaê!
Dia da semana: segunda-feira
Data comemorativa: 17 de dezembro
Cores: preto e branco

Conhecendo mais o Orixá

Obaluaê, também conhecido como Omulu, é o Orixá da cura das doenças e das pestes.
É sincretizado com São Lázaro, o santo que voltou dos mortos e, em alguns terreiros, também com São Roque, o santo que fora contaminado com uma peste, se curou e é invocado na cura de epidemias e doenças contagiosas.

Certamente por estas histórias, São Roque e São Lázaro passaram a ser sincretizados com Obaluaê, Orixá que possui os mesmos atributos, ou seja, senhor dos mortos e curador das pestes. Não é demais lembrar que apesar da semelhança entre eles, não podemos confundi-los. São Lázaro e São Roque são santos confirmados pela Igreja Católica, tiveram suas passagens pela Terra. Já Obaluaê é um Orixá que teve seu culto iniciado na África, chegando ao Brasil e demais países da América Latina por intermédio dos negros escravos, sendo posteriormente adotado como Orixá na Umbanda.
Uma dúvida muito comum entre os irmãos Umbandistas é se Obaluaê e Omulu são o mesmo Orixá ou são Orixás distintos.  A resposta é afirmativa ao primeiro entendimento. Falar em Obaluaê ou Omulu é falar no mesmo Orixá. A diferença é que o nome Obaluaê está ligado à manifestação jovem deste Orixá, guerreiro, caçador e lutador. Já Omulu representa a sua manifestação velha, de sábio, feiticeiro e guardião. A palavra Obaluaê vem do Yorubá Obàlúwàiyé  que quer dizer "Rei Senhor da Terra" e Omulu significa "Filho do Senhor". Todavia, Obaluaê e Omulu representam um só Orixá.
Arquetipicamente, Obaluaê tem seu corpo coberto por palha da costa, em razão de possuir feridas na pele. Também o fato de Obaluaê possuir seu corpo coberto por palha da costa representa o mistério, especificamente, o mistério da morte que para nós encarnados ainda não está revelado.
Obaluaê é tido como senhor da cura, e é o transmutador de energias, aquele que encaminha as almas recém desencarnadas. Assim, sempre que se adentra em um cemitério se saúda Obaluaê, assim como se saúda Iansã.

OBALUAYÊ
É o Orixá que atua na Evolução e seu campo preferencial é aquele que sinaliza as passagens de um nível vibratório ou estágio da evolução para outro.
O Orixá Obaluaiyê é o regente do pólo magnético masculino da linha da Evolução, que surge a partir da projeção do Trono Essencial do Saber ou Trono da Evolução.
O Trono da Evolução é um dos sete Tronos essenciais que formam a Coroa Divina regente do planeta, e em sua projeção faz surgir, na Umbanda, a linha da Evolução, em cujo pólo magnético positivo, masculino e irradiante, está assentado o Orixá Natural Obaluaiyê, e em cujo pólo magnético negativo, feminino e absorvente está assentada a Orixá Nanã Buruquê. Ambos são Orixás de magnetismo misto e cuidam das passagens dos estágios evolutivos.
Ambos são Orixás terra-água (magneticamente). Obaluaiyê é ativo no magnetismo telúrico e passivo no magnetismo aquático. Nanã é ativa no magnetismo aquático e passiva no magnetismo telúrico. Mas ambos atuam passivamente, o outro atua ativamente.
Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiyê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno assim que alcança o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos).
É o mistério “Obaluaiyê” que reduz o corpo plasmático do espírito até que fique do tamanho do corpo carnal alojado no útero materno. Nesta redução, o espírito assume todas as características e feições do seu novo corpo carnal, já formado.
Muito associam o divino Obaluaiyê apenas com o Orixá curador, que ele realmente é, pois cura mesmo! Mas Obaluaiyê é muito mais do que já o descreveram.

Ele é o “Senhor das Passagens” de um plano para outro, de uma dimensão para a outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa.
Atotô Obaluaê!



ORAÇÃO DE GRATIDÃO A  OLORUM

Divino Pai Olorum me ponho diante de vós para agradecer-vos;
Pela vida que pulsa em meu corpo físico e espiritual, obrigado Olorum,
Pelos amigos que me mostram que sinceridade também é ser duro com quem se ama, obrigado Olorum,
Pelos meus filhos que me ensinam o que é realmente importante na vida, obrigado Olorum,
Pelo Sol que ilumina e incandesce este planeta que eu habito promovendo as condições de vida, obrigado Olorum,
Pela Lua que fertiliza este planeta, obrigado Olorum,
Pela família que nos faz lembrar que não estamos sozinhos nesta vida, obrigado Olorum,
Por aqueles que se declaram meus inimigos e assim me ensinam que adversidade também fazem parte do crescimento espiritual, obrigado Olorum,
Pelas tristezas e lágrimas que proporcionam uma reflexão mais crítica sobre a existência, obrigado Olorum,
Pela doença que me faz perceber que o corpo físico merece e precisa de cuidados, pois assim honro a oportunidade que vós me concede de viver neste plano físico bem como purifica meu espírito favorecendo minha evolução espiritual, obrigado Olorum,
Pelas decepções que me faz acreditar mais em mim, obrigado Olorum,
Por aqueles que caminham ao meu lado e me proporcionam o aprendizado de entender melhor a vida humana, obrigado Olorum,
Pela natureza deste planeta que tanto agrada meus olhos, alegra meu espírito e alimenta minha alma, dando a certeza de que vós existe e está sempre presente, obrigado Olorum,
Por aqueles que me amam e que amo, dando a certeza de que é bom viver, obrigado Olorum,
Por tudo e pela oportunidade de poder vos agradecer, obrigado Olorum.


por Rodrigo Queiroz


Jesus, o Sublime Terapeuta


Jesus, o Sublime Terapeuta, que recuperou os mais diferentes enfermos, era enfático, recomendando-lhes a mudança imediata do comportamento moral e espiritual, a fim de que não aconteça algo pior.

Aos enfermos por obsessão, esclarecia que o espírito imundo sai e vai buscar mais sete, a fim de habitar a casa (o ser psíquico), caso a encotre descuidada.

O maior fenômeno, portanto, de cura, é aquele que decorre da transformação moral do espírito para melhor, investindo os tesouros do conhecimento na aquisição da paz e do equilíbrio interno, do que lhe resultará a indispensável saúde para atender o impositivo da reencarnação.


Joanna de Ângelis.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Orixá das águas turvas, Senhora da Vida e dos Mistérios.

Orixá das águas turvas, Senhora da Vida e dos Mistérios.


Que Nanã possa nos trazer sempre o Axé, pois Ela é a Senhora da Vida e da sobrevivência.



Ê Salubá!!!!


Advertência aos Médiuns

Advertência aos Médiuns

Allan Kardec afirmou com sabedoria que a mediunidade é "apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos em geral."(1)

Por essa e outras razões, os médiuns não se podem vangloriar de haverem sido eleitos como missionários da Nova Era, deixando-se sucumbir aos tormentos da fascinação sutil ou extravagante.

A atividade mediúnica, por isso mesmo, constitui oportunidade abençoada para o aperfeiçoamento intelecto-moral do indivíduo, que se permitiu dislates em reencarnações anteriores, comprometendo-se em lamentáveis situações espirituais.

A mediunidade é, portanto, um ensejo especial para a autorrecuperação, devendo ser utilizada de maneira dignificante, em cujo ministério de amor e de caridade será encontrada a diretriz de segurança para o reequilíbrio.

Quando se trata de mediunidade ostensiva, com mais gravidade devem ser assumidos os deveres que lhe dizem respeito, porquanto maior se apresenta a área de serviço a ser desenvolvido.

Em qualquer tipo de realização nobilitante sempre se enfrentam desafios e lutas, em face do estágio evolutivo em que se encontram os seres humanos e o planeta terrestre. É natural que haja alguma indiferença pelo que é bom e elevado, quando não se apresentam hostilidades em trabalho impeditivo da sua divulgação.

Sendo a mediunidade um recurso que possibilita o intercâmbio entre o mundo físico e o espiritual, as mentes desprevenidas ou ainda arraigadas na perversidade tudo investem para impedir que o fenômeno ocorra de maneira saudável, proporcionando, assim, os meios para restabelecer-se a ordem moral e confirmar-se a imortalidade do ser, propondo-lhe equilíbrio e venturas no porvir.

Não são poucos os obstáculos a serem transpostos por todo aquele que se candidata ao relevante labor mediúnico. Os primeiros encontram-se no seu mundo íntimo, nos hábitos doentios a que se acostumou no pretérito, quando permaneceu distanciado dos deveres morais, criando problemas para o próximo, que resultaram em inquietações para si mesmo. A luta a ser travada, para a superação do desafio, ninguém vê, exceto aquele que está empenhado no combate em favor da autolibertação, impondo-se a necessidade de rigorosas disciplinas que possam proporcionar-lhe novas condutas saudáveis, capazes de facilitar-lhe a execução das tarefas espirituais sob a responsabilidade e comando dos Mensageiros do Senhor.

O estudo consciente da faculdade mediúnica e a vivência dos requisitos morais são, a seguir, outro grande desafio, por imporem condições de humildade no desempenho das tarefas, tomando sempre para si as informações e advertências que lhe chegam do Mais Além, ao invés de transferi-las para os outros.

O médium sincero, mais do que outro lidador laborioso em qualquer área de ação, encontra-se em constante perigo, necessitando aplicar a vigilância e a oração com frequência, de modo a manter-se em paz ante o cerco das Entidades ociosas e vingadoras da erraticidade inferior. Isto porque, comprazendo-se na prática do mal, a que se dedicam, as mesmas transformam-se em inimigos gratuitos de todos aqueles que lhes parecem ameaçar a situação em que se encontram.

Por isso mesmo, a prática mediúnica reveste-se de seriedade e de entrega pessoal, não dando espaço para o estrelismo, as competições doentias e as tirânicas atitudes de agressão a quem quer que seja...

Devendo ser passivo o médium, a fim de bem captar o pensamento que verte das Esferas superiores, o seu comportamento há de caracterizar-se pela jovialidade, pela compreensão das dificuldades alheias, pela compaixão em favor de tudo e de todos que encontre pelo caminho.

As rivalidades entre médiuns, que sempre existiram e continuam, defluem da inferioridade moral dos mesmos, porque a condição mais relevante a ser adquirida é a de servidor incansável, convidado ao trabalho na Seara por Aquele que é o Senhor .

Examinar com cuidado as comunicações de que se faz portador, evitando a divulgação insensata, de temas geradores de polêmica, a pretexto de revelações retumbantes, e defendê-los, constitui inadvertência e presunção, por considerar-se como o vaso escolhido para as informações de alto coturno, que o mundo espiritual libera somente quando isso se faz necessário. Jamais esquecer, quando incluído nessa categoria, que o caráter da universalidade do ensino, conforme estabelecer o mestre de Lyon, é fundamental para demonstrar a qualidade e a origem do ensinamento, se pertencente a um Espírito ou se, em chegando o momento da sua divulgação entre as criaturas humanas, procede da Espiritualidade superior.

Quando se sente inspirado a adotar comportamentos esdrúxulos, informações fantasiosas e de difícil confirmação, materializando o mundo espiritual como se fosse uma cópia do terrestre e não ao contrário, certamente está a desserviço do Bem e da divulgação do Espiritismo.

O verdadeiro médium espírita é discreto, como corresponde em relação a todo cidadão digno, evitando, quanto possível, o empenho em impor as revelações de que se diz instrumento.

De igual maneira, quando o médium passa a defender-se, a criticar os outros, a autopromover-se demais, encontra-se enfermo espiritualmente, a caminho de lamentável transtorno obsessivo ou emocional.

A sua sensibilidade é considerada não apenas pelo fato de receber os Espíritos superiores, mas pela facilidade de comunicar-se com todos os Espíritos, conforme acentua o insigne Codificador.

Assim deve considerar, porque a mediunidade é, em si mesma, neutra, podendo ser encontrada em todos os tipos humanos, razão pela qual não se trata de uma faculdade espírita, porém, humana, que sempre existiu em todas as épocas da sociedade, desde os tempos mais remotos até os atuais.

No trabalho silencioso e discreto do atendimento aos sofredores, seja no seu cotidiano em relação aos companheiros da romagem carnal, seja nas abençoadas reuniões de atendimento aos desencarnados em agonia, assim como àqueles que se rebelaram contra as Leis da Vida, encontrará o medianeiro sincero inspiração e apoio para a desincumbência da tarefa que abraça.

Dedicando-se ao labor da caridade sem jaça, granjeia o afeto dos Espíritos elevados, que passam a protegê-lo sem alarde e a inspirá-lo nos momentos de dificuldades e de sofrimentos, consolando-o nos testemunhos e na solidão que, não raro, dominam-lhe as paisagens íntimas.Consciente da responsabilidade que lhe diz respeito, não se preocupa com as louvaminhas e os aplausos da leviandade, em agradar os poderosos e os insensatos que o buscam, por compreender que está a serviço da Verdade, que, infelizmente, ainda, como no passado, não existe lugar para a sua instalação. Dessa forma, mantém-se fiel à sua implantação interna, vivendo-a de maneira jovial e enriquecedora, dando mostras de que o Reino de Deus instala-se a princípio no coração, de onde se expande para o mundo transcendente.

Tem cuidado na maneira pela qual exterioriza as informações recebidas, dando-lhes sempre o tom de naturalidade e de equilíbrio, evitando o deslumbramento que a ignorância em torno da sua faculdade sempre reveste com brilho falso os seus portadores.

Jamais se deve permitir a presunção, acreditando-se irretocável, herdeiro da memória e dos valores dos missionários do passado próximo ou remoto, tendo em Jesus Cristo, e não em pessoa alguma, o seu guia e modelo.

Despersonalizar-se para que nele se reflita a figura incomparável do Mestre de Nazaré, eis uma das metas a conquistar, recordando-se de João Batista, que informou sobre a necessidade de diminuir-se para que Ele crescesse, considerando-se indigno de atar as amarras das Suas sandálias...

A mediunidade é instrumento que se pode transformar em vínculo de luz entre a Terra e o Céu, ou furna de perturbação e sofrimento onde se homiziam os invigilantes e desalmados, em conflitos e pugnas contínuas.

A faculdade, em si mesma, é portadora de grande potencialidade para proporcionar a felicidade, quando o indivíduo que a aplica no Bem procura servir com bondade e alegria, evitando a disputa das glórias mentirosas do mundo físico, assim como os desvios de conduta responsáveis pelas quedas morais da sua aplicação indevida.

As trombetas do mundo espiritual ressoam hoje, como em todos os tempos, nas consciências alertas, convocando os corações afetuosos para o grande empreendimento de iluminação de vidas e de sublimação de sentimentos, atenuando as dores expressivas deste momento de transição de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração.

Aos médiuns dignos e sinceros cabe a grande tarefa de preparar o advento da Era Nova, conforme o fizeram aqueles que se tornaram instrumento das mensagens libertadoras que foram catalogadas por Allan Kardec, nos seus dias, elaborando a Codificação Espírita, e que se mantêm atuais ainda hoje, prosseguindo certamente pelos dias do futuro.

Que os médiuns, pois, se desincumbam do compromisso e não da missão, como alguns levianamente a interpretam, gerando simpatia e solidariedade, unindo as pessoas numa grande família, que a constituem, e sustentando-lhes a sede e a fome de luz e de paz, de esperança e de amor, como somente sabem fazer os Guias da Humanidade a serviço de Jesus.

(1) O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XXIV. Item 12.

Franco, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Página psicografada por Divaldo Pereira Franco, na tarde de 16 de abril de 2009, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia. http://www.divaldofranco.com/mensagens.php?not=117