quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Estudo: Esclarecimentos de Ramatís - A Obsessão, suas Causas e Efeitos
A Obsessão, suas Causas e Efeitos
Parte II
PERGUNTA: - Gostaríamos de receber mais algumas explicações sobre a
verdadeira natureza do cérebro perispiritual, pois estamos acostumados com a
idéia de que é bastante possuir-se um cérebro sadio para também se gozar de
faculdades mentais perfeitas. Estamos equivocados? .
RAMATÍS: - É evidente que já haveis
compreendido, através dos estudos espiríticos, que o corpo físico é o
"efeito" e não a "causa" da vida psíquica; em rude exemplo,
podeis compará-lo a um encorpado "mata-borrão", capaz de absorver todas
as substâncias exaladas pelo psiquismo do espírito encarnado. Do mesmo modo, a
natureza das manifestações do corpo carnal depende fundamentalmente das funções
do perispírito, pois este é realmente o verdadeiro molde ou o plasmador da
configuração do organismo físico.
Em verdade, o perispírito suporta
simultaneamente a carga da vida humana em dois planos diferentes: o físico e o
astral, embora ambos estejam profundamente interpenetrados, tanto em sua origem
como na produção de seus fenômenos. É veículo preexistente ao nascimento e que,
pelo fato de sobreviver à morte do corpo físico, é dotado de um energismo e
produção vital muito intensos, que se disciplinam sob o seu inteligente
automatismo milenário. É o equipo mais completo e valioso do ser humano, significando
a sua veste indestrutível e o seu arquivo inalterável, onde se conserva toda a
memória da alma, acumulada no pretérito.
As células nervosas do corpo físico, além
de suas propriedades e manifestações objetivas, são núcleos sobrecarregados de
eletricidade inteligentemente armazenada pelo perispírito. Os neurônios não
servem unicamente para atender o curso das sensações exteriores, mas são também
responsáveis pelas mensagens que os neurônios perispirituais lhes transmitem,
como fruto das impressões internas enviadas pela consciência do espírito. Se
são complexos os elementos físicos classificados pela ciência e que no cérebro
carnal funcionam à semelhança de interruptores, fusíveis, condutores,
condensadores e osciladores constituídos pelos "plexos", agrupamentos
de gânglios nervosos e filamentos neurocerebrais na área do sistema nervoso,
muito mais importante e complexos são eles quando se referem ao cérebro do
perispírito. Este significa admirável estação radiofônica, submissa ao serviço
da mente, e ativada por indestrutível potencial de energias, ondas e emissões
da mais alta freqüência vibratória, o que presentemente ainda é inacessível
mesmo à mais avançada instrumentação científica.
É central elétrica, funcionando entre o
plano invisível e o material, atendendo às mensagens que são captadas no campo
da vida física, e expedindo as sugestões provindas do mundo interior do
espírito. Daí os múltiplos problemas complexos e dolorosos que oferecem os
infindáveis casos de obsessões e fascinações pois, durante a execrável função
obsessiva e a troca de poderosas energias magnéticas subvertidas, fica lesado o
maravilhoso patrimônio do cérebro perispiritual, tornando-se infeliz depósito
de venenos produzidos pela mente satanizada e o odioso desejo de vingança.
É por isso que nas instituições astrais,
devotadas ao serviço de desobsessão, estuda-se o assunto desde a mais diminuta
interferência mental, que varia potencialmente em cada obsessor quando atua
sobre a região cérebro-nervosa de suas vítimas. Na realidade, o cérebro do
obsessor casa-se ao cérebro da vítima sob o efeito da mais degradante simbiose,
e por isso o tempo de cura varia para cada caso, tanto quanto tenha sido a
intensidade vibratória da influência maligna produzida pelo entrelaçamento obsessivo
dos perispíritos do algoz e do obsidiado.
PERGUNTA: - Como nos informastes que os espíritos devotados às tarefas
de desobsessão devem conhecer satisfatoriamente os segredos da psicologia
humana, perguntamos: Não basta o conhecimento técnico do perispírito, para se
dispensar a necessidade de pesquisas do fator psicológico?
RAMATÍS: - Se até os próprios espíritos
malfeitores, do astral inferior, criam cursos de psicologia humana para se
tornarem exímios identificadores das vulnerabilidades dos encarnados, seria
bastante incoerente que os benfeitores espirituais desprezassem tal recurso,
optando só pela técnica e pelo cientificismo das relações do perispírito com o
corpo físico. Trata-se de valioso e apurado estudo, imprescindível ao trabalho
desobsessivo, para melhor se apurarem os sintomas psicológicos negativos, afins
às manifestações da preguiça, cupidez, vaidade, orgulho, avareza, luxúria,
ciúme, crueldade ou hipocrisia, que ainda se conjugam perigosamente ao cabedal
de vícios, que completa a escravidão do ser humano ao pelourinho de sua própria
desgraça.
Servindo-se desse potencial de forças
negativas do homem encarnado, os perseguidores das sombras operam com êxito e
formam elos favoráveis para servirem de algemas lançadas do mundo invisível
sobre o mundo carnal. Normalmente, o homem obsidiado é a criatura que amplia os
seus defeitos ou um vício de origem que já dormitava potencialmente na sua
intimidade psíquica e que eclode voluptuosamente sob o convite e desejos
subvertidos do comando mefistofélico dos espíritos obsessores.
O vocábulo "obsidiado" encerra
uma definição de sentido mais amplo, pois também define aquele que já se
encontra dominado por um desejo veemente, uma idéia fixa, ou é vítima de impulsos
violentos e incontroláveis. O estado obsessivo pode ser proveniente da angústia
implacável do homem para obter a todo custo um cargo público, um posto de
destaque nas esferas sociais ou artísticas, da cupidez insofreável pelo
prestígio político, a cegueira pela fortuna fácil ou a escravidão a uma paixão
indomável. O desgoverno psíquico, a teimosia incessante para se possuir algo a
qualquer preço, também cria o estado obsessivo, diferindo apenas da obsessão
espiritual pelo fato de que são os objetos, as ambições ou as sensações
mundanas ou desagradáveis que então são tomadas como entidades obsessoras, até
que, por fim, se forma o alicerce tão desejado, pua a eficiente e solerte
investida dos perseguidores e gozadores das sombras.
PERGUNTA: - Podeis nos dar algum esclarecimento mais objetivo, do
assunto?
RAMATÍS: - Que é o fumante inveterado
senão o obsidiado pelo fumo; o alcoólatra pelo álcool e o transviado pelos
entorpecentes? Há mulheres que exaurem as rendas copiosas dos seus esposos,
para o culto exagerado e obsidiante do luxo e da vaidade pessoal; certos homens
extinguem a própria fortuna obsidiados pelo amor-próprio ou pelo desejo de
ganhar alguma ação judicial impetrada por qualquer banalidade ofensiva às suas
convicções de honra e tradição de família! Criaturas fortes, sadias e libertas
de preocupações aceitam o jugo obsessivo da preguiça, esquecidas de empreender
movimentos que dinamizem a alma no socorro à infelicidade alheia; homens
sensuais cercam-se de bens, mas colocam a fortuna à disposição do prazer
genésico, esquecidos de que, se só atendem às exigências do corpo, atrofiam a
vitalidade psíquica.
Que é tudo isso, senão várias formas de
auto-obsessão, que oferecem ótimos ensejos para que os malfeitores das trevas
operem com êxito sobre infelizes que já perderam a sua liberdade e passam a
viver algemados às suas próprias criações mentais fascinantes!
PERGUNTA: - Não poderia ser dispensado, nos cursos de desobsessão
mantidos no Espaço, aquele estudo psicológico que dizeis ser tão necessário aos
espíritos que os freqüentam, considerando-se que todos eles devem ser capazes
de ler os pensamentos dos obsidiados e obsessores, conforme no-lo informam
certas obras de excelente origem mediúnica?
RAMATÍS: - Se assim fosse, também não
haveria necessidade de que os espíritos diabólicos, das sombras, freqüentassem
cursos, de psicologia humana, para rebuscarem as válvulas das debilidades
espirituais das futuras vítimas de suas torpezas e vampirismos. Inúmeras
contradições e sutilidades psíquicas, que escapam à percepção do espírito
encarnado, os astutos das trevas conseguem explorar tão sorrateiramente, que só
depois da sua desencarnação é que se consegue avaliar com indizível espanto o
seu trabalho. Trata-se de estados íntimos tão dissimulados no recesso do psiquismo
humano, que somente não os ignora o homem dotado de profundo senso de
autocrítica espiritual muito aguçada.
O homem terreno, devido à sua grande
ignorância espiritual, ainda é muito influenciado pelo meio em que habita, e ao
qual se apega com excessivo prejuízo para sua futura libertação. Ele vive no
cenário da Terra algo hipnotizado pelos seus interesses egocêntricos e paixões
violentas; encarcera-se nas grades das prisões econômicas, para cercar-se de
bens que terá de abandonar à beira do túmulo, ao mesmo tempo que fica algemado
ao sentimentalismo que o liga egoisticamente à parentela consangüínea. Raras
criaturas se decidem pelo reino do Cristo, tentando se libertar das formas do
mundo material e reconhecer que a verdadeira família é constituída por toda a
humanidade. E, como o homem terreno ainda possui em sua estrutura psíquica
fragmentos de todos os vícios e vulnerabilidades perigosas provindas da sua
herança animal, fragilmente reprimidas pelas leis sociais, torna-se um débil
instrumento que, habilmente explorador pode materializar na crosta a vontade
pervertida dos espíritos inferiores.
PERGUNTA: - Qual a idéia que poderíamos fazer desses
"cursos" de psicologia humana freqüentados pelos espíritos das
sombras?
RAMATÍS: - Os comandos das trevas realizam
estudos minuciosos sobre todas as tendências prejudiciais humanas, pesquisando
as vontades fracas e procurando os escravos dos preconceitos e convenções
mundanas, para depois vampirizá-los em sua vitalidade psíquica. Muitas vezes
eles organizam cuidadosos relatórios das prováveis vítimas a serem obsidiadas,
examinando todas as suas reações nos campos de sua manifestação física e
natureza moral de suas reflexões inferiores. Assim não lhes custa muito
descobrir um desejo mais vigoroso ou imprudente, que possa servir como um
"detonador psíquico" procurado para a concretização dos seus
objetivos sombrios. Esse desejo muitas vezes palpita como um ideal oculto no
âmago da futura vítima, podendo ser uma ansiedade permanente por algum objetivo
de auto-exaltação perigosa na esfera social, política ou no comando na vida,
disfarçando talvez uma vaidade exuberante ou um orgulho implacável.
É algo persistente que domina pouco a
pouco a criatura e supera todos os demais desejos e objetivos acidentais;
desenvolve-se sub-repticiamente, à revelia do seu próprio portador. Quantos
tiranos, caudilhos, magnatas desonestos e vultos atrabiliários da história
viram-se alçados rapidamente às posições mais perigosas ou prestigiosas do
mundo, apenas porque descobriram a sua força e o seu desejo vigoroso oculto no
subjetivismo da alma, e os atiçaram à medida que se formava o clima eletivo
para a sua eclosão definitiva!
PERGUNTA: - De que modo atuam os obsessores à procura desse desejo
fundamental em cada criatura vítima de sua atenção malévola?
RAMATÍS: - Os magos das sombras procuram
conhecer o tipo do predominante desejo de cada criatura e a probabilidade de
lhes servir como ponto de apoio para suas maquinações diabólicas ou desforras
cruéis; examinam e distinguem, pouco a pouco, todos os pensamentos que
inconscientemente podem ser produzidos por esse desejo oculto e ainda ignorado
da própria Vítima. Auscultam-na através de todos os seus empreendimentos e
relações, assim como lhe proporcionam toda sorte de oportunidades e contactos
com outras criaturas que possam atuar na mesma faixa vibratória e superexcitar
aquele desejo oculto, até conseguirem a sua eclosão no mundo exterior.
A vítima vai despertando lentamente ao
tomar conhecimento objetivo de sua excitação íntima que, embora vaga, é uma
força condutora tentando orientar-lhe os passos para algum ideal, realização ou
programa, absolutamente afim à sua índole. Muitas vezes o passado influi
vigorosamente na fixação do "desejo central", pois ainda vive na
intimidade do indivíduo o eco das glórias faustosas, a força ardente das
paixões calorosas ou então um certo gozo, que é um prolongamento da prepotência
e do .comando tirânico de outrora sobre os homens. Quando o espírito já
alimenta propósitos melhores na atual existência, mas ainda é alvo do interesse
das sombras - para que não repila com veemência o seu "desejo
central", que pode se chocar com a moral já condicionada aos seus projetos
- os obsessores buscam enfraquecer-lhe as defesas, criando ensejos de gozos e
facilidades, que de início não passam de atrações algo inofensivas e, quando
muito, leves pecadinhos comuns a toda a humanidade.
E assim armam perigosa equação do seu
senso psicológico comum, abrindo-lhe brechas cada vez maiores e que a criatura
subestima porque a sutileza e capacidade do invisível não a deixam aquilatar a
proporção de prejuízo ético e o aviltamento moral que pesa sobre os seus atos
hipnotizados. É o caso de certas criaturas que iniciam inocente jogatina no
lar, sem interesse utilitarista ou intenção subversiva, mas gradativamente se
condicionam ao vício, sem se aperceber disso. De um simples
"passatempo" inofensivo e enquadrado na moral das criaturas, nasce a paixão
viciosa pela ilusão das cartas, que pouco a pouco lhes rouba o senso do comando
consciente e produz a superexcitação da febre do jogo, capaz de levá-las aos
piores desatinos. Mas a queda pode ser de modo tão milimétrico e despercebido,
que as vítimas da paixão do jogo não avaliam a metragem que já percorreram na
descida de um abismo que já as separou da ética moral que lhes servia de
garantia espiritual e sensata no mundo. Muitas ainda se zangam se alguém as
adverte do extremismo perigoso em que já podem se encontrar, corroborando o
velho ditado de que "o pior cego é o que não quer ver".
Igual processo se efetua, sob a direção
dos espíritos malfeitores, sobre aquele que eles pretendem fascinar, para
conseguirem as suas realizações diabólicas; ativam-lhe o "desejo
central" inferior, que identificam no âmago do encarnado, dando-lhe força
e excitando-lhe a imaginação, num processo gradativo e incessante, que muito
lembra a marcha progressiva da hipnose. Então esse "desejo central"
vai aflorando à consciência desperta, da vítima, pintando-lhe quadros de
realizações agradáveis e possibilidades grandiosas e avivando-lhe o campo
emotivo sob perigoso narcisismo, até que o trabalho das trevas consiga alimentar
no terreno da alma a grande paixão oculta, que será doravante o motivo da
fanática sedução. Essa paixão será então o "centro hipnótico" ou o
"ponto hipnótico" maligno, que absorverá toda a atenção do obsidiado,
e enquanto isso os obsessores se apossam do seu sistema nervoso e coordenam o
seu campo intuitivo, para então levá-lo a servir-lhes de instrumento vivo de
suas maquinações perigosas. Em verdade, os trevosos nada mais fazem do que
explorar qualquer paixão, vício ou capciosidade oculta, da criatura, que na forma
de "desejo central" predominante seja o mais indicado para o cultivo
na forma de paixão incontrolável.
PERGUNTA: - Em face da complexidade do assunto, rogamos-vos mais
alguns esclarecimentos sobre a natureza desse "desejo central", que
serve de base tão sólida para o êxito das obsessões. Podeis atender-nos?
RAMATÍS: - Esse desejo corresponde a uma
força passional oculta, de forte exaltação psíquica, resultante de todas as
energias consequentes da experimentação milenária da consciência. É conquista
que funde num só campo de forças tudo o que a alma experimentou e absorveu no
trato energético com o mundo exterior. Figura no âmago da consciência como sua
finalidade mais importante, que supera todas os demais desejos e ações que não
vibram com esse "desejo central". Mas ele tanto pode ser o fruto de
más raízes, que a consciência espiritual lançou para o fundo do seu psiquismo,
como pode ser também um oceano de energias represadas que, ao romperem as suas
comportas, podem acender as mais sublimes luzes messiânicas a favor da
humanidade.
No subjetivismo do ser, esse desejo vai
fazendo a sua investida lenta mas tenaz, porque não é força estável, mas sim
energia inquieta à procura de expansão e domínio. Em alguns seres, a sua
ec1osão pode cessar quando atingidas as bordas da vaidade pessoal em
conseqüência .de posses econômicas ou posições sociais comuns à vida
epicurística, quiçá no orgulho pessoal dos cargos e gloríolas políticas, embora
sem. grandes expansões notórias. Em outros, porem, é força perigosa que, ao
eclodir, transforma as instituições clássicas do mundo e subverte as leis
tradicionais, impondo programas tirânicos, o fausto, ou a rapinagem que
sacrificam o gênero humano.
Mas na alma superior, o "desejo
central", embora ainda indefinido, expande-se como um potencial de
reservas abençoadas e produz as grandes renúncias e os iluminados guias da
humanidade. Francisco de Assis, quando sentiu aflorar-lhe a força íntima do seu
"desejo central", consumiu-se no desempenho do serviço amoroso aos infelizes;
Jesus, dominado pelo mesmo impulso oculto, transformou-se num vibrante
instrumento vivo de heroísmo e amor, cujo potencial energético exsudou-se em
torno da cruz do martírio, a favor da felicidade do homem. O "desejo
central" desses sublimes seres recebeu o alento das hierarquias angélicas,
enquanto que, nos grandes tiranos ou flagelados da humanidade, o alento, partiu
do poder das trevas.
PERGUNTA: - Ser-vos-ia possível dar-nos alguns exemplos objetivos do
que dizeis?
RAMATÍS: - Quais seriam os "desejos
centrais", que palpitavam no âmago do modesto jornalista chamado Benito
Mussolini e do apagado ajudante de cozinha denominado Adolfo Hitler, quando
ainda não passavam de criaturas desconhecidas do mundo? Embora ainda
ignorassem, no seu subjetivismo, a existência de um "desejo central"
predominante sobre os demais desejos e manifestações menores da alma,
indiscutivelmente esse desejo era o de conquistarem o mundo! E isso se comprova
facilmente pois, assim que se formou neles o clima psicológico favorável à sua
eclosão, foi justamente o "desejo central" de conquista e domínio do
mundo que os obsidiou definitivamente. Os espíritos diabólicos que procuravam
almas simpáticas a fim de levar à guerra o mundo terreno e mantê-lo submisso às
suas influências, fazendo dele um campo subversivo para a sua nutrição
desregrada, anotaram, protegeram e estimularam o perigoso "desejo
central" de Hitler, Mussolini e outros, conseguindo transformar essas
criaturas em turbulentos instrumentos da última hecatombe mundial.
É provável que, durante a sua mocidade,
os planos de prepotência desses homens não fossem além da invasão da
propriedade do vizinho, coisa já identificável no seu "desejo central",
mas os gênios das sombras puderam ampliar a área de ação desses súditos
simpáticos, conseguindo lançá-los à estratégia e à rapinagem sobre as terras
dos países vizinhos. À medida que os espíritos malfeitores iam criando neles o
clima favorável para a preponderância do seu "desejo central", também
solapavam a sua resistência moral condicionada no mundo, até poderem cegá-los
pela sua paixão de conquista, tornando-os êmulos dos grandes assaltantes da
História. Feito isso, foi-lhes fácil extinguir todos os seus últimos
escrúpulos, pois em breve invertiam os conceitos do Direito humano e das leis
pacíficas, substituindo-os por uma legislação à base de canhões e bombas
homicidas!
E quando a força oculta, que lhes
modelava todos os gestos e planos, veio completamente à tona, rompendo todas as
barreiras de ética e bondade, o modesto cabo do exército alemão se transformou
em "Führer" e o inquieto jornalista se travestiu de "Duce"!
Na realidade, era o próprio "desejo central" que adquiria
personalidade e viera se manifestar à luz do ambiente material. Os comandos das
sombras puderam exultar pela sua astuciosa realização e pelo êxito infernal
pois, exumado o "desejo central" subversivo daqueles marionetes
vivos, puderam produzir a brecha inicial e dar vazão à enxurrada sangrenta, que
também passou a ser alimentada por outras almas vibrando em simpatia com as
Trevas! Alcançados os fins de morte, desespero, miséria e luto, os "chefes
negros" do Além abandonaram os seus tolos "médiuns" belicosos à mercê
da justiça da Lei do Carma, tirando-lhes todo o apoio e deixando-os morrer
estúpida e ingloriamente, na colheita dos resultados do seu próprio
"desejo central" pervertido.
Há muito tempo, o "desejo
central", despertado violentamente num jovem militar da Macedônia, transformou-o
em Alexandre Magno; posteriormente, retornando o mesmo espírito à matéria, o
"desejo central" ainda o conduziu à figura de César, outro grande
general; enfim, pela última vez, reeditou-o como Napoleão Bonaparte, para que
se pudesse erigir na Terra um império de vaidade humana. No entanto, esse mesmo
"desejo central", operando de maneira inversa, primeiramente edificou
Samuel, o profeta puro; retornando, também, o mesmo espírito à Terra,
plasmou-se na figura suave de, João Evangelista, que mais uma vez voltou a
iluminar a superfície do orbe como Francisco de Assis que, invadindo os
corações humanos, também erigiu um império, porém de amor e de glórias
espirituais!
PERGUNTA: - Podeis nos explicar, mais objetivamente, o que se
compreende por um "centro hipnótico" ou "ponto hipnótico",
ao qual tendes aludido, alhures, como sendo a base principal do êxito para o
mais fácil comando dos obsessores sobre os obsidiados?
RAMATÍS: - Verificamos que vos equivocais
na pergunta, pois não é o "centro hipnótico" que serve
fundamentalmente aos obsessores para comandarem as suas vítimas. Os obsessores
aproveitam a ocasião em que suas vítimas criam um "centro hipnótico",
ficando, por isso hipnotizadas pela vaidade, por um perigoso vício, uma
tentação ou pecado, deixando campo aberto para serem obsidiadas facilmente, e
então tratam de agir, não no "centro hipnótico" que elas criaram, mas
sim no espírito da vítima escolhida.
É como se uma mulher se postasse por
longo tempo à janela de sua casa, entretida em palestra com alguém ou com as
futilidades da rua, e os gatos, penetrando na cozinha, roubassem os peixinhos
que ela ia preparar para o jantar...
Na hipnose comum, o hipnotizador procura
conduzir o "sujet" a fixar toda a sua atenção num objeto, num ponto,
num acontecimento ou mesmo numa evocação subjetiva, procurando distraí-lo ao
máximo, a fim de poder criar o "ponto hipnótico" ou mesmo o
"centro hipnótico", que deve se tornar o tema convergente da mente do
hipnotizado. Pouco a pouco o paciente se entrega ao sono hipnótico,
influenciado pela incessante sugestão do seu hipnotizador ou por qualquer odor
característico, ruído monótono ou música sonolenta, ou mesmo por se submeter voluntariamente
à sua ação e vontade. - O hipnotizador algema-lhe a consciência objetiva e a
segrega no cárcere construído pela incisiva sugestão mental, mas deixa em
liberdade o comando motor e psíquico das. atividades subconscientes do corpo,
que reside na zona instintiva sediada na região cerebral.
Então se apossa da região provisoriamente
desabitada, do seu "sujet", a qual Freud classificou habilmente como
sendo o "porão da individualidade". Através dessa região submissa,
atua a vontade do hipnotizador que, então, desata o seu mecanismo
"psicofísico", produzindo-se os fenômenos térmicos, as reações
instintivas, os choros e risos, à simples mudança de novas sugestões mentais,
cenas estas muito comuns nos teatros terrenos e que servem para estupefação do
público ainda ignorante da realidade espiritual. Como todos os acontecimentos
ocorridos com a criatura, no pretérito, encontram-se normalmente registrados em
sua "memória etérica", constituindo a bagagem do passado, os
hipnotizadores conseguem que se reproduzam as rixas, os prazeres e as atitudes
e reações emotivas que seus pacientes tiveram na infância longínqua e que,
reproduzidos através de um corpo adulto, tornam-se caricaturas ridículas que
divertem o público festivo.
No entanto, assim que o paciente desperta
o seu espírito retoma a posse da região do "córtex cerebral" motor,
na zona intermediária do cérebro, ajusta-se ao comando dos seus centros
sensoriais e se focaliza outra vez na habitual figura comum ao meio presente.
Na verdade, o seu espírito não se afastou do comando cerebral; apenas
"distraiu-se", atraído pelo seu "centro hipnótico", tal
qual a mulher do nosso exemplo que, por se distrair demais à janela, não notou
o roubo na cozinha... Eis a função importante do "centro hipnótico"
ou "ponto hipnótico", que serve para distrair e desviar a atenção do
dono do corpo físico, enquanto o hipnotizador serve-se, à vontade, d,o equipo
neurocerebral com o seu cortejo passado e os automatismos instintivos.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Estudo: Esclarecimentos de Ramatís - A Obsessão, suas Causas e Efeitos
Parte
I
PERGUNTA: - Não há exagero na afirmativa
de que as criaturas vítimas de alienação mental não passam, em sua maioria, de
obsidiadas por espíritos maus?
RAMATÍS:
- Uma das questões mais dolorosas e de difícil solução para os espíritos
benfeitores é justamente a referente à obsessão, pois não há número suficiente
de espíritos adestrados para solucionarem completamente esse problema tão
complexo. A humanidade terrícola, por sua vez, aumenta assustadoramente as
oportunidades delituosas, o que ainda auxilia a execranda atividade obsessora
das entidades trevosas, sobre a Crosta.
Não
há exagero em se afirmar que a maior porcentagem de alienações, no mundo
terreno, ainda é fruto das forças destrutivas e obsessoras, muitíssimo
favorecidas pelo descaso evangélico do próprio homem. Afora os casos naturais,
de lesões cerebrais, todas as alienações de ordem mental se originam
diretamente do desequilíbrio da própria alma. Toda alma desequilibrada se torna
um repasto fácil para os desencarnados viciosos e vingativos, que agem
ardilosamente do astral inferior.
Os
obsessores tanto agem por sua conta própria, exercendo suas vinganças e
explorando os incautos terrenos, como também desempenham encargos e
"missões" vingativas, em serviço alheio, aceitando a função execrável
de instrumentos de desforras de outros. Esses espíritos malfeitores revezam-se
em suas próprias crueldade, e vinganças, num trabalho recíproco, organizado e
incessante, que exercem do Além sobre os encarnados, contra os quais tramam as
mais hábeis artimanhas diabólicas, através da orientação técnica é
experimentação dos veteranos.
PERGUNTA: - Por que há falta de espíritos
capacitados para atenderem aos casos de obsessões? Porventura, seria preciso no
Astral algum curso especializado ou de preparo técnico para o êxito desse mister?
RAMATÌS:
- Se as próprias organizações diabólicas, do astral inferior, disciplinam a sua
ação nefasta e possuem cursos que ministram ensinamentos astuciosos, preparando
espíritos sagazes para o domínio e a exploração das criaturas débeis de vontade
e escravas das paixões animais, por que o serviço do bem, que ainda é mais
complexo e delicado, também não deveria possuir as suas instituições adequadas,
para melhor êxito de sua ação?
PERGUNTA: - Esses cursos supervisionados
pelos espíritos benfeitores são algo parecidos com os sistemas ou métodos
usados nas escolas terrenas? Podeis nos dar algum esclarecimento a respeito?
RAMATÌS:
- São cursos de estudos inteligentíssimos e incessantemente progressivos, baseados
no conhecimento avançado da anatomia e fisiologia do corpo humano e sobre as
mais sutis manifestações do sistema nervoso e endócrino, a fim de se conhecerem
todas as vulnerabilidades e os efeitos orgânicos que resultam nas vítimas das
obsessões. Os espíritos que se devotam à cura de obsidiados tanto precisam
conhecer a natureza das emissões magnéticas que podem beneficiar as vítimas das
obsessões, como também as energias venenosas produzidas por esse processo vil
durante o mórbido entrelaçamento entre o cérebro perispiritual e o cérebro
físico.
Esses
cursos, esquematizados por geniais cientistas siderais, requerem almas
corajosas e de vontade bastante desenvolvida, que aliem ainda a estas
qualidades excepcionais os mais elevados sentimentos de bondade, tolerância, e
pureza de intenções. Em face dessas exigências fundamentais, torna-se
dificílimo conseguir-se o número suficiente de equipes especializadas para
neutralizarem definitivamente a nefasta ação dos Espíritos vingativos sobre os
encarnados. É serviço de vulto, que já teria desanimado completamente outras
criaturas que não possuíssem o heroísmo e a perseverança das almas benfeitoras
das comunidades superiores. Quase nada se pode fazer quando tanto os
desencarnados como os próprios encarnados se enleiam perigosamente nas malhas
de suas paixões denegridas, permanecendo durante séculos a se vingarem
reciprocamente, manietados à mútua expiação obsessiva e atravessando existência
por existência nessa dolorosa e execrável flagelação. E assim o detestável círculo
vicioso prossegue; ora, os que assumem a figura de algozes. e vingadores
exploram suas vítimas, certos de sua desforra; ora, estas se compensam sugando
até a última gota as forças vitais e psíquicas dos seus desafetos do passado!
PERGUNTA: - Mas se houvesse número
suficiente de técnicos ou de servidores para atender aos casos de obsessões,
solucionar-se-ia imediatamente esse problema tão doloroso, no Além?
RAMATÍS:
- Ele não seria solucionado de modo tão rápido, porque muitas das vítimas e dos
algozes que se acham mútua e obsessivamente enredados pelos laços do ódio e da
vingança, ainda requerem alguns lustros para que então se efetue a sua
libertação espiritual. Embora a Lei Cármica - que disciplina todas as ações de
causa e efeito para a Ventura Espiritual - tenha uma técnica e seja um processo
inflexível na sua execução, são as próprias almas culposas que marcam realmente
o seu tempo de funcionamento, para a devida retificação psíquica. É de lei
sideral que, aquilo que for atado na Terra, também nesta deverá ser desatado!
Os
mentores e os técnicos espirituais não podem intervir e violentar drasticamente
esse círculo vicioso de mútua obsessão entre os terrícolas, ainda incapazes da
humildade e do perdão, e que o reforçam com a vaidade, o orgulho, o ódio, a
crueldade e a vingança, distanciados, como estão, da terapêutica evangélica
criada por Jesus. Considerando-se que o obsessor e o obsidiado são dois
enfermos que se digladiam mutuamente em terrível crise de amargura gerada pelo
ódio ou pela vingança, é óbvio que o tratamento mais eficaz exige que sejam
drenados os tóxicos que lhes corroem a intimidade psíquica, para que depois se
possa substituí-los pelo bálsamo abençoado que provém do amor e do perdão.
PERGUNTA: - Mas já temos comprovado
algumas curas de obsessões, graças a trabalhos realizados por falanges de
silvícolas e africanos, que empregam para esse fim um sistema vigoroso e
decididamente corretivo. Em alguns casos, devido apenas à realização de dois ou
três desses trabalhos, foram afastados obsessores renitentes que, havia alguns
anos, desafiavam os recursos comuns das doutrinações! O aproveitamento dessas
"tropas de choque", no Além, não poderia resolver a maior parte dos
casos de obsessões, reduzindo a vultuosidade de tão angustioso e complexo
problema?
RAMATÌS:
- É prematura qualquer intervenção compulsória no mecanismo dá obsessão, sem
que haja sido iniciada a reforma íntima, e espiritual, ou do obsessor ou do
obsidiado, pois isso seria o mesmo que tentar afastar as moscas de um prato com
mel que está ao seu alcance. A retirada obrigatória do espírito obsessor, de
junto de sua vítima, não resolve problemas obscuros, cujas raízes podem estar
fixadas há muitos séculos, num passado repleto de tropelias e crueldades
recíprocas! Esse processo mais se assemelha ao efeito da injeção calmante no
corpo físico, que pode contemporizar o efeito doloroso, mas não soluciona a
causa oculta da enfermidade. Em todas as comunidades do Além, que se dedicam às
tarefas benfeitoras de cura e tratamento desobsessivo, só se emprega uma
"técnica espiritual" o despertamento incondicional do Amor!
Seguindo
os passos e o exemplo de Jesus, que se entregou até em holocausto na cruz
torturante, também cuidamos de curar todos os sofrimentos cruciantes das almas
embrutecidas aplicando-lhes a mesma terapêutica do amor incondicional, que é
capaz de conquistar os corações mais empedernidos. O amor não se impõe pelo
palavreado rebuscado nem pelo gesto compungido; para ser profundo, há de ser
sentido e ofertado vivamente pela angústia de servir, pois não sendo assim
desintegra-se na crosta dos corações duros.
PERGUNTA: - Sob a vossa opinião pessoal
qual seria o processo mais eficiente para o tratamento da obsessão?
RAMATÍS:
- Os mentores espirituais de alta experimentação sideral acham que só existe
uma solução lógica e sensata para esse acontecimento confrangedor: converter
simultaneamente o obsessor e o obsidiado aos postulados amorosos do Cristo!
Como já disse, pouco adianta afastar espíritos perseguidores e impedi-los de se
aproximarem de suas vítimas, pois esse processo, violenta, mas não soluciona a
execução da lei de "causa e efeito"; a solução do problema fica em
suspenso e, sem ela, a "enfermidade" espiritual voltará da mesma forma
como voltam as moscas às feridas logo depois de enxotadas. Em breve, obsidiado
e obsessor envolver-se-ão novamente através dos velhos laços do ódio
insatisfeito e ainda superexcitados pelo desencarnado, enquanto o perseguido
também vibra contra o seu algoz das sombras. A cura requer o desatamento
espontâneo das algemas que os prendem há longo tempo, e isso só será possível
pela força do perdão e da humildade.
PERGUNTA: - Quais são os tipos de
instituições que conheceis no Espaço como responsáveis pelo aprendizado e
preparo de espíritos destinados a atender os casos de obsessões?
RAMATÍS:
- Os cursos especializados para se atenderem aos casos graves de obsessões e
fascinação dos encarnados funcionam quase sempre nos departamentos de auxílio
espiritual, localizados no seio das instituições reencarnatórias. Futuramente,
os psiquiatras da Terra poderão também aplicar grande parte dos tratamentos
espirituais ministrados no Espaço, quando se convencerem de que os principais
fundamentos da cura psíquica são os ensinamentos evangélicos de Jesus - na
realidade, o verdadeiro Médico da Alma! Os estabelecimentos de tratamento de
psicopatas, situados na Terra, falham consideravelmente nos seus tratamentos
clássicos, porque pretendem solucionar problemas emotivos - que se enraízam na
concha do coração e algemam as forças do espírito - usando dos recursos
draconianos da terapêutica indistinta à base de eletricidade ou de hormônios. É
certo que os choques elétricos ou as intervenções medicamentosas violentas
conseguem às vezes sustar a marcha da loucura ou manter algo desperto o
enfermo, pois o processo superativa temporariamente as células cansadas. Mas o
problema secular ou milenário da enfermidade espiritual há de continuar a
desafiar esses recursos, uma vez que apenas contemporiza mas não se soluciona a
situação. A aplicação de choques consegue proporcionar alguns momentos de razão
ao obsidiado ou protelar a crise fatal, devido ao despertamento súbito das
células cerebrais e à trepidação do sistema nervoso, que então se desoprime da
ação obsessiva do perseguidor oculto nas sombras do Além. Mas isso não
conseguirá impedir que, logo depois, ou ainda mesmo em futura encarnação, o
espírito enfermo passe a reproduzir novamente os mesmos sintomas ou efeitos
mórbidos. O asilo de doidos, na Terra, ainda desconhece que, acima da
terapêutica química ou técnica do mundo material, há um tratamento mais
eficiente e miraculoso, que é a transfusão do amor!
Por
isso, nos cursos de cura de obsessões, que funcionam nas comunidades astrais,
embora os alunos se devotem a avançado conhecimento psicológico espiritual e
cientificamente transcendental, primeiramente cuidam de todos os anelos
superiores do sentimento do espírito imortal, para que o êxito da cura das
enfermidades psíquicas seja melhor conseguida pela terapia elevada do Amor.
PERGUNTA: - É evidente que o mais
obstinado em manter esse círculo vicioso é sempre o obsessor livre no astral;
não é assim? Não lhe cumpria ceder em primeiro lugar, uma vez que está ciente
da imortalidade e das futuras consequências de seus atos?
RAMATÍS:
- Nem todos os obsessores têm consciência de suas tarefas nefandas ou vinganças
impiedosas; muitos deles não passam, também, de loucos ou desesperados, que se
agarram vigorosamente à vítima indefesa, como o parasita adere ao caule da
árvore em crescimento, atendendo ao sagrado direito de tentar a sua
sobrevivência. A esses espíritos é melhor que seja dado o tratamento do amor e
da ternura espiritual, aliviando as suas dores acerbas e as torturas psíquicas,
muito antes de se pretender enxotá-los de junto dos invigilantes encarnados que
os atraem continuamente pelos seus próprios vícios e ociosidade espiritual.
Algoz e vítima, ambos doentes, pedem a mesma medicação que o Sublime Jesus
receitou sem rebuços: "Faze aos outros o que queres que te façam!"
PERGUNTA: - Como poderíamos compreender
mais claramente esse roteiro de estudos, estabelecidos pelos cientistas
siderais no Além, para o serviço de cura de obsessões?
RAMATÍS:
- Os seus quadros didáticos, com as suas complexas experimentações, escapam
ainda à leitura comum, e exigiriam exaustivo compêndio para o vosso
conhecimento, e com isso ultrapassaríamos o tempo e os objetivos destas
singelas comunicações. Já há na Terra uma literatura mediúnica que fornece
elucidações a respeito e indica as preliminares mais eficientes para solução
desses problemas habilitando-vos incessante e progressivamente a conhecer como
devem ser encarados. Por isso, não desejamos parafrasear ou repetir aquilo que
já vos foi dito mediunicamente, com mais eficiência e clareza de exposição.
Os
espiritualistas encarnados que pretenderem lograr êxito na solução dos casos de
obsessão precisam conhecer melhor os principais sistemas orgânicos que
constituem o corpo físico, bem assim se especializar no conhecimento da
complexa fisiologia do perispírito. É necessário que se investiguem
atenciosamente todos os fenômenos que, durante as obsessões, provocam a
desarmonia entre o veículo físico e o perispírito. Na possessão completa, em
que o algoz e a vítima se entrelaçam através de inextricável rede fluídica, constituindo
a ponte ou elo responsável pela troca recíproca de sentimentos, emoções,
pensamentos e impulsos psicológicos, não basta localizar o acontecimento apenas
no quadro patológico da obsessão já conhecida, mas é preciso que sejam
identificadas perfeitamente as inúmeras sutilidades e diferenças psíquicas
pessoais, que variam sempre de caso para caso, embora aparentemente semelhantes
entre si.
Cada
processo de obsessão apresenta um conjunto de manifestações individuais
distintas, porquanto cada alma é um mundo a parte, oferecendo reações
diferentes entre todos os espíritos. Daí, pois, a necessidade de se aliar ao
sentimento amoroso, fundamental, o conhecimento científico, embora na cura
espiritual o "saber" ou a "técnica no agir" sejam fatores
secundários ao "sentir", que encerra a técnica de amar e servir.
PERGUNTA: - A fim de que pudéssemos
comprovar o que afirmam algumas leituras mediúnicas, valendo-nos das indagações
que temos feito sobre o assunto, gostaríamos de saber se o estudo científico da
obsessão no mundo astral, apresenta melhor resultado quando feito por espíritos
que foram médicos na Terra. Podeis atender-nos?
RAMATÍS:
- Evidentemente, os melhores trabalhadores que no mundo astral se dedicam ao
tratamento da obsessão são justamente aqueles que ainda conseguem unir os seus
elevados sentimentos ao tirocínio médico sensato, que cultivaram com
devotamento na Terra. Em virtude dos seus conhecimentos avançados de anatomia e
fisiologia carnal, eles encontram maiores facilidades para estudar as "contrapartes"
etéricas do perispírito e das matizes astrais do corpo humano. O cérebro de
carne, que comanda as funções do organismo físico, não passa de uma cópia bem
acanhada do cérebro do perispírito, que é o verdadeiro responsável pelo
admirável mecanismo das operações mentais.
Embora
o "duplo", ou seja a cópia ou a duplicata perispiritual do cérebro
físico funcione em outro campo vibratório sutilíssimo, como o é o mundo astral
dos desencarnados, ele possui contornos e detalhes ainda mais perfeitos e
preciosos que os do cérebro do homem encarnado. Por isso, o médico ou o homem
que conhece satisfatoriamente a anatomia e fisiologia do corpo humano se
integra com mais facilidade nos cursos de anatomia perispiritual, tornando-se
mais competente para operar e servir no campo das obsessões.
O
cérebro do perispírito, embora estruturado com substância sutil, também se
apresenta com os dois hemisférios característicos e sulcados pelas
circunvoluções tradicionais configuradas pelos lobos, convenientemente
separados entre as cissuras da massa encefálica. Mesmo o seu mecanismo
orgânico, no plano "etéreo astral", guarda grande identidade com a
própria função dos centros motores, descrita nos compêndios humanos, no tocante
ao cérebro físico. Mas a supremacia excepcional do cérebro do perispírito
consiste em que, à semelhança de complexo aparelhamento elétrico, jamais
conhecido pelos olhos humanos, ele se transforma em verdadeira usina de força
radiante, controlando as mais complexas operações exercidas pelo espírito e
emitindo sinais luminosos, que variam tanto de zona para zona, como de lobo
para lobo.
São
bem grandes as diferenças do potencial radiante das criaturas humanas: enquanto
as almas mentalmente evoluídas emitem fulgurações luminosas nos lobos frontais,
as desprovidas do conhecimento espiritual se tingem de sombras em torno da
importante região frontal. Através de seu cérebro maravilhoso, talhado na
substância astral e muito mais complexo e eficiente do que a sua cópia física,
o espírito dirige e controla o seu perispírito, harmonizando o seu
funcionamento de acordo com a qualidade dos seus pensamentos. Quando estes são
elevados, realçam a luminosidade dos centros criadores mentais, mas, quando de
desregramento ou irritação, submergem a fronte diáfana na fuligem sombria das
energias animalizadas. O cérebro do perispírito lembra, também, o automatismo
do cérebro físico no seu comando de todas as operações instintivas, que se
subordinam às atividades do subconsciente e são produtos de esforço milenário
da evolução do homem.
Em
face da complexidade e pelo fato de sobreviver à dissolução do cérebro de
carne, é sempre o instrumento mais lesado em qualquer acontecimento psíquico
daninho, por cujo motivo exige que o estudem em cursos disciplinados no mundo
astral, a fim de que se possa dar solução inteligente e definitiva aos
processos obsessivos de que é vítima. Esses cursos assemelham-se um tanto aos
que são exigidos para os especialistas, nas instituições médicas da Terra, que
só aceitam membros credenciados em cursos especiais, variando apenas quanto à
exigência dos mais elevados sentimentos evangélicos, como base terapêutica
principal para cura de obsidiados e conversão de obsessores.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Por que Jesus educava pela Natureza?
Vós sois o sal da
Terra... Vós sois a luz do mundo... Olhai para as aves do céu... Como é que
vedes um argueiro no olho de vosso irmão e não vedes uma trave no vosso?
Cuidado com os falsos profetas que vêm a vós sob a aparência de ovelhas, mas
por dentro são lobos vorazes...Árvores boas só podem produzir bons frutos e
árvores más só podem produzir maus frutos... Eis que o semeador saiu a
semear... O Reino dos Céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu
campo... O Reino é como uma semente de mostarda, que é a menor de todas as
sementes...
Se há um recurso
marcante em todo o processo educativo utilizado por Jesus, este recurso é a
Natureza.
Se Sua palavra era
a expressão da Verdade, se ela era imantada pela força que só o Amor Puro
detém, ainda assim era preciso mais para mobilizar Espíritos endurecidos, como
nós mesmo, tantas vezes, ainda hoje. E a Apostila Viva do Criador é
precisamente esse algo mais.
Jesus tinha plena
consciência de que "através da educação pela Natureza, o Espírito é estimulado
a descobrir Deus em toda a Criação, passando a compreender sua natureza,
finalidade e destinação". Sabia como ninguém que "a Natureza estimula
o Espírito a observar, sentir, comparar e analisar, para depois refletir e
concluir". Compreendia magistralmente, enfim, que "nesse processo, o
Espírito percebe que os princípios divinos presentes em sua intimidade também
compõem todo o laboratório da Natureza".
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Senhor, neste ano que se inicia....
Não te pedimos a isenção das provas
necessárias, mas apelamos para sua misericórdia, a fim de que as nossas forças
consigam superá-las.
Não te rogamos a supressão dos
problemas que nos afligem a estrada; no entanto, esperamos o apoio do teu amor,
para que lhes confiramos a devida solução com base em nosso próprio esforço.
Não te solicitamos o afastamento dos
adversários que nos entravam os passos e obscurecem o caminho; todavia,
contamos com o teu amparo de modo que aprendamos a acatá-los, aproveitando-lhes
o concurso.
Não te imploramos imunidades contra
as desilusões que porventura nos firam, mas exortamos o teu auxílio a fim de
que lhes aceitemos sem rebeldia a função edificante e libertadora,
Não te suplicamos para que se nos
livre o coração de penas e lágrimas; contudo, rogamos à tua benevolência para
que venhamos a sobre estar-lhes o amargor, assimilando-lhes as lições!!..
Senhor, que saibamos agradecer a tua
proteção e a tua bondade nas horas de alegria e de triunfo; entretanto, que nos
dias de aflição e de fracasso, possamos sentir conosco a luz de tua vigilância
e de tua benção!..
Chico Xavier - Emmanuel
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