sábado, 23 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Questões 773 a 775 - Laços de Família
Respostas dos guias espirituais para Allan Kardec no Livro dos Espíritos.
773. Por que é que, entre os animais, os pais e os filhos deixam de
reconhecer-se, desde que estes não mais precisam de cuidados?
"Os animais vivem vida material e não vida moral. A ternura da
mãe pelos filhos tem por princípio o instinto de conservação dos seres que ela
deu à luz. Logo que esses seres podem cuidar de si mesmos, está ela com a sua
tarefa concluída; nada mais lhe exige a Natureza. Por isso é que os abandona, a
fim de se ocupar com os recém-vindos."
774. Há pessoas que, do fato de os animais ao cabo de certo tempo
abandonarem suas crias, deduzem não serem os laços de família, entre os homens,
mais do que resultado dos costumes sociais e não efeito de uma lei da Natureza.
Que devemos pensar a esse respeito?
"Diverso do dos animais é o destino do homem. Por que, então,
quererem identificá-lo com estes? Há no homem alguma coisa mais, além das
necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são
necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros.
Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa
forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos." (205)
775. Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos
laços de família?
"Uma recrudescência do egoísmo."
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 76.ed. Rio de Janeiro,
RJ: FEB, 1995.
Piedade em Casa
Não aguardes as ocorrências da dor para desabotoares a flor da
piedade no coração.
Sê afável com os teus, sê gentil em casa, sê generoso onde
estiveres.
No lar, encontrarás múltiplas ocasiões, cada dia, para o cultivo da
celeste virtude.
Tolera, com calma silenciosa, a cólera daqueles que vivem sob o
teto que te agasalha.
Não pronuncies frases de acusação contra o parente que se ausentou
por algumas horas.
Não te irrites contra o irmão enganado pela vaidade ou pelo orgulho
que se transviou nos vastos despenhadeiros da ilusão.
Na tarefa de esposo, desculpa a fraqueza ou a exasperação da
companheira, nos dias cinzentos da incompreensão; e, no ministério da esposa,
aprende a perdoar as faltas do companheiro e a esquecê-las, a fim de que ele se
fortaleça no crescimento do bem.
Se és pai ou mãe, compadece-te de teus filhos, quando estejam
dominados pela indisciplina ou pela cegueira; e, se és filho ou filha, ajuda
aos pais, quando sofram nos excessos de rigorismo ou na intemperança mental.
Compreende o irmão que errou e ajuda-o para que não se faça pior, e
capacita-te de que toda revolta nasce da ignorância para que as tuas horas no
lar e no mundo sejam forças de fraternidade e de auxílio.
Quando estiveres à beira da impaciência ou da ira, perdoa setenta
vezes sete vezes e adota o silêncio por gênio guardião de tua própria paz.
Compadece-te sempre.
Se tudo é desespero e conturbação, onde te encontras, compadece-te
ainda, ampara e espera, sem reclamar.
Guarda a piedade, entre as bênçãos do trabalho.
Habituemo-nos a ignorar todo o mal, fazendo todo o bem ao nosso
alcance.
A piedade do Senhor, nas grandes crises da vida, transformou-se em
perdão com bondade e em ressurreição com serviço incessante pelo soerguimento
do mundo inteiro.
XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada do Reino. Pelo Espírito
Emmanuel. IDEAL.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
O porquê do 15 de Novembro como Dia Nacional da Umbanda.
Segue um texto muito pertinente com o mês
corrente extraído de ”A Umbanda Brasileira”, livro de José Fonseca publicado em
1978, depois de passar pelo Jornal ” Gira de Umbanda” em 1976. É uma
carta de esclarecimento do C.O.N.D.U. sobre a escolha do 15 de
Novembro como dia nacional da Umbanda, bem como o seu significado para a
religião e o movimento umbandista.
O
Conselho Nacional Deliberativo da Umbanda foi criado em 12 de Setembro de 1971
sendo o primeiro órgão umbandista de caráter nacional, que conseguiu agregar em
sua reunião de 1976 , 25 federações de Umbanda de todo o país,
totalizando mais de 40.000 terreiros e tendas representadas no
evento, que teve entre as suas pautas, a escolha do dia nacional da
Umbanda.
É
interessante observar no texto o desconhecimento existente na década de
70 de grande parte do movimento umbandista da história ocorrida em 1908 –
bem como do próprio rito original, cujo estudo e análise ainda hoje é renegado
pela grande maioria dos umbandistas – os motivos da escolha do 15 de
novembro pelo próprio Caboclo das Sete Encruzilhadas para a sua
manifestação e a anunciação da nova religião, as considerações feitas sobre o
13 de maio, como sendo a data mais apropriada para representar a Umbanda, o que
representa a existência de uma grande associação na época, da origem da
Umbanda, o seu surgimento, com as religiões e a cultura
afro-brasileira. Posição ainda sustentada por grande parte das vertentes
africanistas de Umbanda, que relutam em reconhecer fatos históricos; a
Umbanda como religião puramente brasileira, a Tenda Espírita Nossa Senhora da
Piedade, Zélio e o Caboclo das Sete Encruzilhadas como os fundadores e
precursores da Umbanda.
Porque Milhões de brasileiros escolheram 15
de Novembro como o DIA NACIONAL DA UMBANDA
O
CONSELHO NACIONAL DELIBERATIVO DA UMBANDA-C.O.N.D.U. – por intermédio de sua
representante no Estado do Amazonas, a Cruzada Federativa Espírita de Umbanda,
tomou conhecimento do comentário da sessão “Umbanda – Quimbanda” do
jornal “ A Notícia”, de Manaus, em 11 do corrente mês,
sob o título “Escolha Justa”, no qual se lê que “ a suposta
escolha de 15 de novembro para ser considerado o Dia da Umbanda, sugerida
num encontro umbandista, no Rio de Janeiro, vinha decepcionando”… e que
“a data diz respeito à Proclamação da República, nada tendo a
ver com a Umbanda, o que significa que foi sugerida por profanos, por
quem desejava apenas homenagear um centro”… ”Os umbandistas amazonenses
disseram que o 13 de Maio, data da libertação dos escravos é realmente a
mais indicada”.
O
C.O.N.D.U. esclarece que:
A data
de 15 de Novembro foi proposta pelas entidades federativas do Rio de
Janeiro, na I Convenção Anual deste Conselho, da qual participaram 25
federações, representando a maioria absoluta dos Estados; e que não
opuseram qualquer objeção à escolha.
Entre as
datas sugeridas – 13 de Maio, consagrada aos Pretos Velhos – e 22 de
Novembro – dia de Araribóia – venceu por unanimidade 15 de Novembro.
Nessa data, em 1908, manifestou-se pela primeira vez,
numa sessão da Federação Espírita, em Niterói, uma entidade
que declarou trazer a missão de estabelecer um culto, no qual os
espíritos de índios e de escravos poderiam desenvolver seu trabalho espiritual,
organizado no plano astral do Brasil. Na época, esses
espíritos aproximavam-se das reuniões espíritas, mas as suas mensagens
eram recusadas, por serem eles considerados atrasados, tendo em
vista a condição de humildade com que se identificavam.
A entidade, que se apresentou aos
videntes como um mentor espiritual, deu o nome de CABOCLO DAS SETE
ENCRUZILHADAS.
No dia
seguinte, verdadeira multidão compareceu à residência do médium – um
jovem de 17 anos, Zélio Fernandino de Moraes, de tradicional
família fluminense. A entidade manifestou-se e determinou as normas do
novo culto, que teria o nome de UMBANDA, declarando fundado o primeiro
templo de Umbanda, cuja prática seria exclusivamente a caridade
espiritual, através de passes, desobsessões e curas de enfermos.
O
templo, que tomou o nome de Tenda Nossa Senhora da Piedade, funciona
ainda hoje, no centro do Rio de Janeiro (Rua D. Gerardo, 51) com uma
filial ( Cabana de pai Antônio ) num sítio em Boca do Mato, Cachoeiras de
Macacu, completando, em Novembro próximo, 69 anos de atividade.
Prosseguindo
a sua missão, o Caboclo das 7 Encruzilhadas fundou mais 7 templos,
cujos dirigentes foram escolhidos entre os grupos de médiuns preparados
nas sessões doutrinárias que a entidade estabelecera, às quintas-feiras à
noite, para esclarecimentos sobre a doutrina espírita, o Evangelho
e as normas ritualísticas da Umbanda. Estas normas determinavam:
médiuns uniformizados de branco, cânticos sem acompanhamento de atabaques
nem palmas ritmadas; preceitos baseados apenas em água, amaci de
ervas, flores e pemba, atendimento totalmente gratuito, não sendo
admitido estabelecer nem aceitar retribuição financeira de espécie alguma.
Os templos, organizados administrativamente, mantinham-se pelas
contribuições dos associados.
Milhares
de templos, em quase todos os Estados, descendem desse grupo
inicial, conservando, em sua maioria, a pureza da doutrina e da
ritualística. Formou-se assim a religião de Umbanda – denominada,
de início, Lei de Umbanda, ou Linha Branca de Umbanda – cujos
mentores são os Caboclos e os Pretos-Velhos.
Justifica-se, portanto, a
escolha da data de 15 de Novembro, por não se prender apenas a uma das
falanges principais da Umbanda e sim a ambas: Caboclos e Pretos Velhos.
A referência feita à Proclamação da
República deve-se ao fato de ter sido ela determinante da igualdade religiosa
estabelecida pela primeira vez na Constituição da República, em 1889,
o Estado deixou de ter uma religião oficial, permitindo assim que
todos os credos, inclusive a nossa doutrina, se difundissem livremente.
(Jornal “Gira de Umbanda” 1976)
Obs: o texto acima se encontra nas páginas
7,8 e 9.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
A História do Livro
O mundo vivia em grandes perturbações.
As criaturas andavam empenhadas em conflitos constantes,
assemelhando-se aos animais ferozes, quando em luta violenta.
Os ensinamentos dos homens bons, prudentes e sábios eram
rapidamente esquecidos, porque, depois da morte deles, ninguém mais lhes
lembrava a palavra orientadora e conselheira.
A Ciência começava com o esforço de algumas pessoas dedicadas à
inteligência; entretanto, rapidamente desaparecia porque lhe faltava
continuidade. Era impraticável o prosseguimento das pesquisas louváveis, sem a
presença dos iniciadores.
Por isso, o povo, como que sem luz, recaía sempre nos grandes
erros, dominado pela ignorância e pela miséria.
Foi então que o Senhor, compadecendo-se dos homens, lhes enviou um
tesouro de inapreciável importância, com o qual se dirigissem para o verdadeiro
progresso.
Esse tesouro é o livro. Com ele, apareceu a escola, com a escola, a
educação foi consolidada na Terra e, com a educação, o povo começou a livrar-se
do mal, conscientemente.
Muitos homens de cérebro transviado escrevem maus livros,
inclinando a alma do mundo ao desespero e à ironia, ao desânimo e à crueldade,
mas, as páginas dessa natureza são apressadamente esquecidas, porque o livro é
realmente uma dádiva de Deus à Humanidade para que os grandes instrutores
possam clarear o nosso caminho, conversando conosco, acima dos séculos e das
civilizações.
É pelo livro que recebemos o ensinamento e a orientação, o reajuste
mental e a renovação interior.
Dificilmente poderíamos conquistar a felicidade sem a boa leitura.
O próprio Jesus, a fim de permanecer conosco, legou-nos o Evangelho de Amor,
que é, sem dúvida, o Livro Divino em cujas lições podemos encontrar a
libertação de todo o mal.
XAVIER, Francisco Cândido. Pai Nosso. Pelo Espírito Meimei. FEB.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Velhice
A vida, para desenvolver-se, exige energia.
O envelhecimento, resultado do desgaste energético, é fenômeno
natural.
Irreversível, a idade conquista espaço no organismo humano,
combalindo-lhe as forças e conduzindo-o à desencarnação.
Apesar da importância de serem preservados a juventude interior, o
entusiasmo pela vida, as ocasiões de prosseguir servindo e iluminando-se, isto
não descarta o fenômeno de velhice.
Cada minuto que passa, adiciona consumo à máquina orgânica impondo-
te sisudeza, maturidade, consciência responsável.
A velhice é quadra abençoada da existência planetária, que nem
todos têm oportunidade de alcançar.
Repositório de experiências, é campo de sabedoria a serviço da vida.
Respirando e agindo, estás envelhecendo.
Pensa nisso.
Vive, desse modo, programando a tua terceira idade, jovialmente, a
fim de não seres colhido pela amargura e o dissabor, quando as forças se te
apresentarem diminuídas, portanto, em decadência.
O pior da velhice é a forma refratária com que muitos a consideram,
ingratamente.
FRANCO, Divaldo Pereira. Episódios Diários. Pelo Espírito Joanna de
Ângelis. LEAL. Capítulo 47.
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