sábado, 16 de maio de 2015

Não julgueis, para não serdes julgados

Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, para não serdes julgados; não condeneis, para não serdes condenados; perdoai, e vos será perdoado. Dai, e vos será dado; será derramada no vosso regaço uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante, pois com a medida com que medirdes sereis medidos também... 

Mestre Jesus Cristo.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Estudo: Dores da Alma - ORGULHO

Livro : "As dores da alma"
AS DORES DA ALMA
 (HAMMED / FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO)




2 – ORGULHO

- Nosso orgulho quer transformar-nos em super-homens, fazendo-nos sentir “heroicamente estressados”, induzindo-nos a ser cuidadores e juízes dos métodos de evolução da Vida Excelsa e, com arrogância, nomear os outros como desprezíveis, ociosos, improdutivos e inúteis, podendo “agir no processo”, nunca “forçar o processo” ou criticar o seu andamento;

- Não devemos ditar novas regras aos indivíduos, mas fazer com que eles tomem consciência de seus valores internos (senso, emoções e sentimentos);

- Os indivíduos portadores de uma personalidade orgulhosa se apoiam em um princípio de total
submissão às regras e costumes sociais, bem como os defendem energicamente;

- Eles utilizam-se de um impetuoso interesse por tudo aquilo que se convencionou chamar de certo e errado, porque isso lhe proporciona uma fictícia “cartilha do bem”, em que, ao manuseá-la, possam encontrar os instrumentos para manipular e dominar e, assim, se sintam ocupando uma posição de inquestionável autoridade;

- Nos meios religiosos, não somente representam papéis de virtuosos, como também acreditam que o são;

- Exigem e esperam obediência absoluta, são super preocupados com exatidão, ordem e disciplina,
irritando-se com pequenos gestos que fujam aos padrões preestabelecidos;

- Possuem uma inclinação compulsiva ao puritanismo e a compulsão de querer controlar a vida alheia é fruto do nosso orgulho;


- Muitos de nós convivemos com indivíduos que tentam cuidar de nosso desenvolvimento espiritual, impondo controle excessivo e disciplina perfeccionista. São “censuradores morais”, incapazes de compreender as dificuldades alheias.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

13/05 - Dia de Preto Velho



Dia destes, ao final de uma gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa.

Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele e após se acomodarem ele pediu que todos respondessem uma pergunta simples:

“ – Do que a Umbanda precisa?”

E assim um a um foram respondendo:

“- Mais união...”

“ – Mais estudo...”

“ – Mais divulgação...”

“ – Mais respeito...”

“ – Mais reconhecimento...”

Mais, mais e mais...

Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:

“ – Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!”

Silêncio repentino no ambiente.

Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.

Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou:

“É isso, a Umbanda precisa sobretudo de FILHOS.

Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida seria o mesmo que negar o nome de sua mãe.

Um filho de Umbanda, dentro do terreiro limpa o chão como devoção e não como uma chata necessidade de faxinar.

Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo o terreiro, pois sente que ali, no terreiro ele está na casa de sua mãe.

Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer.

Um filho de Umbanda sente naturalmente que o terreiro é a casa de sua mãe, onde ele encontra sua família e por isso quando não está no terreiro sente-se ansioso para retornar e sempre que lá está é um momento de alegria e prazer.

Um filho de Umbanda não precisa aprender o que é gratidão. Porque sua entrega verdadeira no convívio com sua mãe, a Umbanda, já lhe ensina por observação o que é humildade, cidadania, família, caridade e todas as virtudes básicas que um filho educado carrega consigo.

Um filho de Umbanda não espera ser escalado ou designado por uma ordem superior para fazer e colaborar com o terreiro, ele por si só observa as necessidades e se voluntaria, pois lhe é muito satisfatório agradar sua mãe, a Umbanda.

Um filho de Umbanda sabe o que é ser Filho e sabe o que é ter uma Mãe.

Quando a Umbanda agregar em seu interior mais Filhos que qualquer outra coisa, estas necessidades que vocês tanto apontam como união, respeito, educação, ética, enfim, não existirão, pois isto só existe naqueles que não são Filhos de fato.

Tenham uma boa noite, meus filhos!”

Pai João pitou mais uma vez e desincorporou.

Diante dele, seus filhos, com olhos marejados, rosto rubro, agradeciam a lição.

Saravá a Umbanda, salve a sabedoria, salve os Pretos Velhos.

Por Rodrigo Queiroz




Amor de Mãe



Eu lhe dei a vida ,
mas não posso vivê-la por você .
Eu posso mostrar-lhe caminhos ,
mas não posso estar neles para liderar você .

Eu posso levá-lo à igreja,
mas não posso fazer com que tenha fé .
Eu posso mostrar-lhe a diferença entre o
certo e o errado, mas não posso sempre
decidir por você .

Eu posso lhe comprar roupas bonitas,
mas não posso faze-lo
bonito por dentro .
Eu posso lhe dar conselho,
mas não posso segui-lo por você .

Eu posso lhe dar amor,
mas não posso impô-lo a você .
Eu posso ensiná-lo a compartilhar,
mas não posso faze-lo generoso .

Eu posso ensinar-lhe o respeito,
mas não posso forçá-lo a ser respeitoso .
Eu posso aconselhá-lo sobre amigos,
mas não posso escolhe-los por você .

Eu posso alertá-lo sobre sexo seguro,
mas não posso mantê-lo puro .
Eu posso informá-lo sobre álcool e drogas,
mas não posso dizer "NÃO" por você .

Eu posso falar-lhe sobre o sucesso,
mas não posso alcançá-lo por você .
Eu posso ensiná-lo sobre a gentileza,
mas não posso forçá-lo a ser gentil .

Eu posso orar por você,
mas não posso impor-lhe Deus .
Eu posso falar-lhe da vida,
mas não posso dar-lhe vida eterna .

Eu posso dar-lhe amor incondicional
por toda a minha existência
... e isso eu farei.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Estudo: Dores da Alma - Crueldade

Livro : "As dores da alma"
AS DORES DA ALMA



(HAMMED / FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO)

1 - AS DORES DA ALMA (Hammed)
- Em nossos apontamentos, denominamos os “Sete Pecados Capitais” como as “dores da alma”. São eles: o orgulho, a preguiça, a raiva, a inveja, a gula, a luxúria e a avareza. E verdade, os “pecadores precisam mais de autoanálise, reparação e tratamento do que de condenação, repressão ou castigo”.
-Entendemos que as “dores da alma” são fases naturais da evolução terrena, nas quais estagiam todos os seres em crescimento espiritual, aprendendo a usar, convenientemente, seus impulsos inatos ou forças interiores.

1 - CRUELDADE



- De todas as violências que padecemos, as que fazemos contra nós são as que mais nos fazem sofrer;
- Em razão de nossa fragilidade interior e de nossos sentimentos de inferioridade, aparece o temor, que nos impede de expressar nossas mais íntimas convicções, dificultando-nos falar, pensar e agir com espontaneidade ou descontração;
- Essa atmosfera virtuosa que envolve os que buscam ser sempre admirados e aceitos deve-se ao papel que representam incessantemente de satisfazer e de contentar a todos, em quaisquer circunstâncias;
- A timidez pode ser considerada uma auto crueldade, pois o acanhado vigia-se e, ao mesmo tempo vigia os outros, vivendo numa auto prisão;
-Em razão de ser aceito por todos, ele não defende sua vontade, mas sim a vontade das pessoas;
-Pensando que há algo de errado com ele, não desenvolve a autoconfiança e, continuamente, se esconde por inibição;
- É preciso estabelecermos padrões de auto respeito, aprendendo a dizer “não sei”, “não compreendo” , “não concordo” e “não me importo”;
- Esquecem-se de que os erros são significativas formas de aprendizagem das coisas;
- Quem busca consenso, crédito e popularidade não julgam seus comportamentos por si mesmo, mas procura, ansiosamente, as palmas dos outros;
- O único modo de alcançar a felicidade é viver, particularmente, a própria vida. “Pertencer-se a mesmo”, é exercer a liberdade de não precisar conciliar as opiniões dos homens e de livrar-se das amarras da tirania social, da escravidão do convencionalismo religioso, das vulgaridades do consumismo, da constrição de ser dependente, enfim, do medo do que dirão os outros;
- A solução para a auto crueldade será a nossa tomada de consciência de que temos a liberdade por “direito que vem da natureza”;
- Não poderíamos deixar de registrar o fanatismo e o autoritarismo da “Santa Inquisição”, também conhecida como o “Santo Ofício”, criada em 1233 pelo papa Gregório IX, que entrou para a história como uma das mais brutais demonstrações de ferocidade e violência contra os direitos humanos;
- As faculdades do homem estão em estado latente, em essência somos todos unos com a perfeição divina que habita em nós. Um traço comum em toda a natureza é a evolução, pois evoluir é a grande da vida;

- Cada ato de agressividade que ocorre neste mundo tem como origem básica uma criatura que ainda não aprendeu a amar e por trás de todo o ato de crueldade, sempre existe um pedido de socorro. Precisamos escutar esse apelo inarticulado e dissolver a violência com nossos gestos de amor.

Concentração Mental


domingo, 10 de maio de 2015

Conversa com Deus


Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:
- "Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã... Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?"
E Deus disse:
- "Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você."
Criança:
- "Mas diga-me: aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?"
Deus:
- "Seu anjo cantará e sorrirá para você... A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz."
Criança:
- "Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?"
Deus:
- "Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar."
Criança:
- "E o que farei quando eu quiser Te falar?"
Deus:
- "Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar."
Criança:
- "Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?"
Deus:
- "Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida."
Criança:
- "Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais."
Deus:
- "Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você."
Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:
- "Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo."
E Deus respondeu :
- "Você chamará seu anjo de ... MÃE!"