quinta-feira, 25 de junho de 2015

Estudo: Dores da Alma - VÍCIO

Livro : "As dores da alma"
AS DORES DA ALMA
(HAMMED / FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO)

8 – VÍCIO



- O vício pode ser um “erro de cálculo” na procura de paz e serenidade, porque todos queremos ser felizes e ninguém, conscientemente, busca de propósito viver com desprazer, aflição e infelicidade
- existem diversos casos de obesidade que surgiram no clima de lares onde a mãe é superexigente, perfeccionista e dominadora, forçando constantemente a criança a se alimentar, não levando em conta suas necessidades naturais. Pela insistência materna, ela desenvolve o hábito de comer exageradamente, prejudicando desenvolvimento do senso interior, que lhe dá a medida de quando começar e de quando parar de comer
- O vício aparece constantemente onde há uma inadaptação à vida social. Por incrível que pareça, o viciado é um “conservador”, pois não quer correr o risco de se lançar à vida, tornando-se, desse modo, um comodista por medo do mundo que, segundo ele, o ameaça
- Os vícios ou hábitos destrutivos são, em síntese, métodos defensivos que as pessoas assumiram nesta existência, ou outras encarnações, como uma forma inadequada de promover segurança e proteção
- As criaturas assimilam conceitos simplesmente porque outras, que elas julgam importantes e entendidas, disseram-lhes que são verdadeiros
- Não podemos entender os vícios como uma problemática que abrange, exclusivamente, delinquentes e vadios. Em verdade, viciados são todos aqueles que se enfraqueceram diante da vida e se refugiaram na dependência de pessoas ou substâncias
- Por serem carentes e sofridos, entregaram sua força de vontade ao poder dos tóxicos, procurando se esquecer de algo que, talvez, nem mesmo saibam : “eles próprios”, pois não aguentaram suportar seu mundo mental em desalinho
- Os dependentes são julgados por muitos como criaturas intencionalmente indolentes. Por outros, de forma precipitada, como “parasitas sociais”, desocupados, improdutivos e preguiçosos. Mas sem qualquer conotação ou justificativa de tirar-lhes a responsabilidade por seus feitos e decisões, não podemos nos esquecer de que o “peso do fardo” que carregam-lhes dá tamanha lassidão energética que passam a viver em constante “embriaguez na alma”, entre fluidos de abatimento, fadiga e tédio
- Não são inúteis deliberadamente, mas se utilizam, sem perceber, do desânimo que sentem como “estratégia psicológica” para fugirem à decisão de “arregaçar as mangas” e enfrentar a parte que lhes cabe realizar na vida. Adiam sistematicamente seus compromissos, vivem de uma maneira no presente e dizem que vão viver de outra no futuro
- Os toxicômanos são criaturas de caráter oscilante, não desenvolveram o senso de autonomia, vivem envolvidos numa aura fluídica de indecisão e imobilização por consequência da própria reação emocional em desajuste. Protelam as coisas para um dia que, talvez, nunca chegará. Fixam-se ao consumo cada vez maior de produtos narcóticos, enquanto desenvolvem atitudes emocionais que os levam â subjulgação a pessoas e situações

- Aprendemos com as sociedades absolutistas do passado que a ociosidade era uma peça importante na vida. Na corte, as etiquetas, jogos, bailes e saraus eram as atividades mais comuns da nobreza

terça-feira, 23 de junho de 2015

EU NÃO SERIA NADA SE NÃO FOSSE OGUM


EU NÃO SERIA NADA
SE NÃO FOSSE OGUM
PARA ABRIR

A MINHA ESTRADA!!!
VALENTE GUERREIRO
AQUI CHEGOU
VENCEDOR DE DEMANDAS
MEU PROTETOR
EM SUA TRAJETÓRIA
MEU PAI LUTA CONTRA O MAL
FOI NOS CAMPOS DE BATALHA
QUE SE TORNOU GENERAL
SALVE OGUM DE RONDA
SALVE OGUM MEGÊ
SALVE SEU BEIRA-MAR
OGUM IARA E OGUM DILÊ

SALVE TODAS FALANGES
DESSE GLORIOSO GUERREIRO
QUE VENCE TODAS DEMANDAS
AQUI DENTRO DO TERREIRO!!!  

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Estudo: Dores da Alma - PREOCUPAÇÃO

Livro : "As dores da alma"
AS DORES DA ALMA
(HAMMED / FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO)

7- PREOCUPAÇÃO



- Se acreditarmos que nossa felicidade ou infelicidade venha de coisas externas, do acaso ou das mãos de outras pessoas, estaremos dificultando nosso crescimento e amadurecimento interior
- A Providência Divina agindo em nós faz com que saibamos exatamente o que precisamos escolher para nosso aprimoramento interior
- As almas estão vivenciando o útil e o necessário para o desenvolvimento de suas potencialidades naturais e divinas. Podemos orientar, amar, apoiar, ajudar, mas jamais achar que sabemos melhor como as coisas devem ser e como as criaturas devem se comportar
- É importante não confundirmos preocupação com prudência ou cautela. A previdência e o planejamento para que possamos atingir um futuro promissor, são desejos naturais dos homens de bom senso. Na realidade, preocupação quer dizer aflição e imobilização do presente por causa de um suposto fato que poderá acontecer, ou ainda uma suspeita de que uma decisão poderá causar ruína ou perda
- Os preocupados têm dificuldade de concentração no momento presente e, por isso, fazem com que a consciência se desvie do foco da experiência para a periferia, isto é, vivem entorpecidos no hoje por quererem controlar, com seus pensamentos e com sua imaginação, os fatos do amanhã
- Esse desvio da atenção é uma busca deliberada de distração do indivíduo, uma forma de impedir a si próprio de ver o que precisa perceber em seu mundo interior
- Quando dizemos que nos preocupamos com os outros, quase sempre estamos nos abstraindo :
(1) Das atitudes que não temos coragem de tomar
(2) Das responsabilidades que não queremos assumir
(3) Das carências afetivas que negamos a nós mesmos
(4) Dos atos incoerentes que praticamos e não admitidos
(5) Dos bloqueios mentais que possuímos e não aceitamos
- É incontestável que a preocupação jamais nos preservará das angústias do amanhã, apenas colocará obstáculos às nossas realizações do presente
- Confiemos na Paternidade Universal que rege a todos, visto que preocupação, em síntese, é desconfiança das Leis da Vida. Não nos compete determinar ou dirigir as decisões alheias, nem mesmo temos o direito de convencer ninguém ou censurar as opções de vida de quem quer que seja
- Tudo ocorre dentro de um perfeito sincronismo tempo/espaço. Não adianta nos preocuparmos com o nosso processo de aprendizado nem com o dos outros, pois, se alguém não está conseguindo caminhar convenientemente agora, é porque lhe falta algo a fazer, ou mesmo, coisas a aprender
- No Universo, tudo obedece a um ritmo natural; as raízes de nossa evolução corporal / espiritual estão arraigadas nas íntimas relações com a Natureza. Em nível mais profundo, somos parte dela
- Há um tempo para tudo. Também nós, os espíritos domiciliados ou não na Terra física, identificamos nossos ritmos internos através das sensações da dor e do prazer, a fim de avaliarmos o “grau de acerto” de nossos atos e decisões

- Tanto os astros da abóboda celeste, como os seres microscópicos do nosso planeta, todos são regidos por uma Divina Ordem, que mantém trajetórias e órbitas perfeitamente alinhadas, como também os ritmos e os propósitos coerentes com o grau de necessidade e progresso das criaturas e das demais criações

terça-feira, 16 de junho de 2015

Oxum me contou

Oxum me contou que toda lágrima derramada sob seu sagrado manto dourado se transforma em água pura e cristalina.
É preciso humildade para reconhecer nossos erros, silêncio para compreender as palavras amorosas de nossa Mãe, postura de um verdadeiro guerreiro e um coração tranquilo para aprender com a dor.
Todas as tristezas, humilhações e injustiças serão transformadas em abundância, em ouro espiritual, mas lembre-se que só o amor puro pode nos libertar de nossas maiores angustias e tristezas, purifique o seu coração e faça uma prece sincera, ela ecoará pelo universo e todo acalento chegará em você no momento certo.
A dor nos ensina, nos purifica, mostra que somos humanos, nos faz cair na realidade de nosso mundo e exige que prestemos mais atenção naqueles que sofrem ao nosso redor. Deixe que a lei suprema cuide de suas lágrimas e faça tudo o que puder para não ser o causador da tristeza do seu irmão. Somos parte do mesmo corpo, temos o mesmo sangue correndo por nossas veias, saímos do mesmo ventre, todos são os nossos irmãos.
Ora iê iê ô Salve Mamãe Oxum, nossa rainha das águas calmas e cristalinas, acolhe nossa prece, lava nossos olhos de toda ilusão e tristeza.



sábado, 13 de junho de 2015

13/06 - Salve Santo Antonio! Laroyê Exu!

Salve os compadres!!!
Sincretizados como Santo Antônio na Umbanda.




Oração a Santo Antônio.

Oh! Deus, que vos dignaste escolher a Santo Antônio como modelo de todas as virtudes para a benção de toda a humanidade, e tens convertido a muitas almas através de seus sermões e bom exemplo, concedei que por seus méritos e intercessão possa verdadeiramente converter-me, renunciar ao pecado e a todo desejo de pecar, e fazer-me cada vez mais e mais do vosso agrado pela pratica da verdadeira virtude.
Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Os Exus

Os Exus são talvez a falange de trabalho mais incompreendida da Umbanda. Eles são o que poderíamos chamar de “guerreiros de Deus” na Terra. Guardam profunda afinidade com os planos terrenos e por isso são excelentes guardiões, protetores e mensageiros, agindo como executores do trabalho da luz no domínio das sombras.




Muito se fala a respeito dos Exus, mas pouco se entende. Tendo isto em vista, vamos tentar colocar em palavras mais simples a respeito dos mesmos. Exus são espíritos que já encarnaram na terra. Na sua maioria, tiveram em encarnações anteriores cometidos vários crimes ou viveram de modo a prejudicar seriamente sua evolução espiritual, sendo assim estes espíritos optaram por prosseguir sua evolução espiritual através da prática da caridade, incorporando nos terreiros de Umbanda.

São muito amigos, quando tratados com respeito e carinho. Estes espíritos, assim como os Preto-velhos, crianças e caboclos, são servidores dos Orixás. Apesar das imagens de Exus, fazerem referência ao "Diabo" medieval (herança do Sincretismo religioso), eles não devem ser associados a prática do "Mal", pois como são servidores dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem as ordens que lhe são passadas. Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: a abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores durante a gira ou obrigações. Desta forma estes espíritos não trabalham somente durante a "gira de Exus" dando consultas, onde resolvem problemas de emprego, pessoal, demanda e etc. de seus consulentes. Mas também durante as outras giras (Caboclos, Preto-velhos, Ciganos, Baianos, etc), protegendo o terreiro e os médiuns, para que a caridade possa ser praticada.

Exú é Mau?

Muitos acreditam que nossos amigos Exus são demônios, maus, ruins, perversos, que bebem sangue e se regozijam com as desgraças que podem provocar. Exú é neutro, quem faz o mal são os médiuns que utilizam os Exús para fazerem trabalhos que prejudiquem outras pessoas. Na verdade o mal ou o bem, como já afirmamos é produto da vontade e da evolução do próprio homem e Exu esta acima do bem e do mal, sentimentos esses pertencentes a evolução humana.
Os negros africanos em suas danças nas senzalas, nas quais os brancos achavam que eram a forma deles saudarem os santos, incorporavam alguns Exus, com seu brado e jeito maroto e extrovertido, assustavam os brancos que se afastavam ou agrediam os médiuns dizendo que eles estavam possuídos por demônios. Com o passar do tempo, os brancos tomaram conhecimento dos sacrifícios que os negros ofereciam a Exu, o que reafirmou sua hipótese de que essa forma de incorporação era devido a demônios. As cores de Exu, também reafirmaram os medos e fascinação que rondavam as pessoas mais sensíveis.
De um texto extraído do livro “ O Guardião da Meia- Noite” podemos ter uma idéia de quem é Exú:

“Não derrubo quem não merece, nem elevo quem não fizer por merecer. Não traio ninguém, mas não deixo de castigar um traidor. Não castigo um inocente, mas não perdoo um culpado. Não dou a um devedor, mas não tiro de um credor. Não salvo a quem quer perder-se, mas não ponho a perder quem quer salvar-se. Não ajudo a morrer quem quer viver, mas não deixo vivo quem quer matar-se. Não tomo de quem achar, mas não devolvo a quem perder. Não pego o poder do Senhor da Luz, mas não recuso o poder do Senhor das Trevas. Não induzo ninguém a abandonar o caminho da Lei, mas não culpo quem dele se afastar. Não ajudo quem não quer ser ajudado, mas não nego ajuda a quem merecer. Sirvo à Luz. Mas também sirvo às Trevas. No meu reino eu mando e sei me comportar. Não peço o impossível, mas dou o possível. Nem tudo que me pedem eu dou, mas nem tudo que dou é porque me pediram. Só respeito a Lei do Grande da Luz e das Trevas e nada mais.”

Mas Então Quem É Exu?

Exu, termo originário do idioma Yorubá, da Nigéria, na África, divindade afro e que representa o vigor, a energia que gira em espiral.
No Brasil, os Senhores conhecidos como Exus, por atuarem no mistério cuja energia prevalente é Exu, e tanto assim, em todo o resto do mundo são os verdadeiros Guardiões das pilastras da criação. Preservando e atuando dentro do mistério Exu. Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado. Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas Trevas, combatendo o mal e responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Senhores do plano negativo atuam dentro de seus mistérios regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade. Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior. Seu dia é a Segunda-feira, seu patrono é Santo Antônio, em cuja data comemorativa tem também sua comemoração. Sua roupa, quando lhe é permitido usá-la tem as cores preta e vermelha, podendo também ser preta e branca, ou conter outras cores, dependendo da irradiação a qual correspondem. Completa a vestimenta o uso de cartolas (ou chapéus diversos), capas, véus, e até mesmo bengalas e punhais em alguns casos. A roupagem fluídica dos Exus varia de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras. É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer como "guardas". Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina: com ternos, chapéus, etc. Eles têm grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos, animais grotescos, etc. Às vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da maldade no mundo, assim é Exu.

Algumas palavras sobre os exus:

-Tem palavra e a honram;
-Buscam evoluir;
-Por sua função cármica de Guardião, sofrem com os constantes choques energéticos a que estão expostos;
-Afastam-se daqueles que atrasam a sua evolução;
-Estas Entidades mostram-se sempre justas, dificilmente demonstrando emotividade, dando-nos a impressão de serem mais "Duras" que as demais Entidades; ·
-São caridosas e trabalham nas suas consultas, mais com os assuntos Terra a Terra;
-Sempre estão nos lugares mais perigosos para a Alma Humana.









quarta-feira, 10 de junho de 2015

A influência do médium na comunicação


 
Apresentamos nesta edição o tema n118 do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que está sendo aqui apresentado semanalmente, de acordo com programa elaborado pela Federação Espírita Brasileira, estruturado em seis módulos e 147 temas.
Se o leitor utilizar este programa para estudo em grupo, sugerimos que as questões propostas sejam debatidas livremente antes da leitura do texto que a elas se segue.
Se destinado somente a uso por parte do leitor, pedimos que o interessado tente inicialmente responder às questões e só depois leia o texto referido. As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto abaixo.
Questões para debate
1. Podemos considerar normal a influência do médium nas comunicações mediúnicas que receba?
2. Que é um médium passivo?
3. Em se tratando de mediunidade, a passividade absoluta é possível?
4. Que diferença essencial há entre o médium psicógrafo intuitivo e o médium psicógrafo mecânico?
5. Além da influência relacionada com a execução do fenômeno mediúnico, pode haver uma influência moral do médium no exercício das suas faculdades?
Texto para leitura 

O médium é passivo quando não mistura suas ideias com as do Espírito

1. Sendo a mediunidade, basicamente, um processo de comunicação que tem no médium o seu instrumento de intermediação, não é difícil entender que a mensagem comunicada sofrerá sempre uma maior ou menor influência do medianeiro. É isso que o Espiritismo nos ensina e o que a prática vem demonstrando. A alma do médium exerce, efetivamente, influência nas comunicações mediúnicas e pode até mesmo alterar-lhes o conteúdo e assimilá-las às suas próprias ideias e pendores.
2. Esse complexo aspecto da mediunidade pode levar alguns iniciantes mais afoitos à incredulidade. Devemos, contudo, entender que, pela sua própria característica, essa influência faz parte do seu funcionamento, uma vez que, por mais passivo que seja o médium, deverá ter sempre uma postura de vigilância durante o processo mediúnico para o adequado uso de sua faculdade, o que implica acompanhar toda a manifestação mediúnica de uma forma mais ou menos acentuada.
3. O conceito de passividade mediúnica é tratado por Kardec em “O Livro dos Médiuns”, no item 223, em que aprendemos que o médium é passivo quando não mistura suas próprias ideias com as do Espírito que se comunica. Entenda-se, porém, que o papel do médium nunca é inteiramente nulo e seu concurso é sempre indispensável, ainda que se trate de médiuns mecânicos. Em face disso, inexiste a passividade absoluta.
4. Nos processos de comunicação mediúnica inconsciente, em que o Espírito comunicante utiliza-se dos recursos do médium sem fazer a mensagem passar totalmente pelo seu pensamento, o grau de influência do medianeiro é bem mais reduzido, diferentemente do que ocorre quando se trata de comunicação consciente, em que a mensagem é transmitida via pensamento do médium. É por isso que, no tocante aos médiuns escreventes ou psicógrafos, o ensino espírita os classifica em três variedades bem distintas: médiuns mecânicos, intuitivos e semimecânicos.

Há grande analogia entre a mediunidade intuitiva e a inspiração

5. No caso dos médiuns mecânicos, o Espírito comunicante age diretamente sobre a mão do médium, impulsionando-a. Neste gênero de mediunidade, o médium não tem nenhum conhecimento do que a sua mão escreve, uma vez que o movimento dela independe da sua vontade e para quando o Espírito assim o deseja. Registre-se, porém, que mesmo nesses casos a influência do médium jamais é nula.
6. No caso dos médiuns intuitivos, o Espírito comunicante utiliza-se do Espírito do médium para transmitir a mensagem, identificando-se com ele e imprimindo-lhe sua vontade e suas ideias. Este gênero de mediunidade permite ao Espírito do médium tomar conhecimento prévio do que vai escrever.
7. Um fato curioso, no entanto, ocorre neste gênero de comunicação, porque, embora perceba a presença e o pensamento do Espírito comunicante, o médium sente, muitas vezes, dificuldade em distinguir o seu próprio pensamento do que lhe é sugerido. E quando a dúvida se instala de forma mais acentuada, a mensagem fica praticamente prejudicada. Neste gênero de mediunidade, a influência do medianeiro é, como foi dito anteriormente, muito mais acentuada.
8. Há grande analogia entre a mediunidade intuitiva e a inspiração. A diferença consiste em que a primeira se restringe quase sempre a questões de atualidade, podendo o médium, por intuição, tratar de um assunto que lhe seja inteiramente estranho. A inspiração estende-se por um campo mais vasto e, geralmente, vem em auxílio das capacidades e das preocupações do encarnado.

O médium semimecânico sabe o que escreve à medida que as palavras se formam

9. No caso dos médiuns semimecânicos, também chamados de semi-intuitivos, verifica-se uma situação intermediária entre o mecânico e o intuitivo. O Espírito comunicante age diretamente sobre a mão do médium e, ao mesmo tempo, lhe permite conhecer o que está escrevendo à medida que as palavras se formam. Neste gênero de mediunidade, a influência do médium é também intermediária, ou seja, não é tão acentuada como no caso dos médiuns intuitivos nem tão reduzida como no caso dos médiuns mecânicos.
10. Além desse tipo de influência relacionada com a execução da prática mediúnica, ocorre ainda uma influência maior do médium no tocante ao aspecto moral do exercício da faculdade mediúnica. Reconhecendo-se o fato de que toda atividade mediúnica assenta-se no princípio da afinidade, não é difícil compreender a relevância dessa influência.
11. Quanto mais elevado moralmente for o medianeiro, maior afinidade terá ele com Espíritos de maior envergadura moral e poderá, desse modo, receber comunicações de conteúdo mais elevado.
12. Eis aí o motivo da conhecida recomendação, contida no item 227 de “O Livro dos Médiuns”, para que cultivemos as virtudes que atraem os bons Espíritos, ou seja, a bondade, a benevolência, a simplicidade de coração, o amor ao próximo e o desprendimento das coisas materiais, e evitemos tudo quanto possa repeli-los, como o orgulho, o egoísmo, a inveja, a ciúme, a cupidez, o ódio, a sensualidade e todas as paixões que ligam o homem à matéria.

Respostas às questões propostas 

1. Podemos considerar normal a influência do médium nas comunicações mediúnicas que receba?
R.: Sim. Sendo a mediunidade, basicamente, um processo de comunicação que tem no médium o seu instrumento de intermediação, não é difícil entender que a mensagem comunicada sofrerá sempre uma maior ou menor influência do medianeiro.
2. Que é um médium passivo?
R.: O conceito de passividade mediúnica é tratado por Kardec em “O Livro dos Médiuns”, no item 223, em que aprendemos que o médium é passivo quando não mistura suas próprias ideias com as do Espírito que se comunica.
3. Em se tratando de mediunidade, a passividade absoluta é possível?
R.: Não. O papel do médium nunca é inteiramente nulo e seu concurso é sempre indispensável, ainda que se trate de médiuns mecânicos. É por isso que se diz que não existe, em se tratando de mediunidade, passividade absoluta.
4. Que diferença essencial há entre o médium psicógrafo intuitivo e o médium psicógrafo mecânico?
R.: No caso do médium psicógrafo intuitivo, o Espírito comunicante utiliza-se do Espírito do médium para transmitir a mensagem, identificando-se com ele e imprimindo-lhe sua vontade e suas ideias. Este gênero de mediunidade permite ao Espírito do médium tomar conhecimento prévio do que vai escrever, fato que não ocorre no caso dos médiuns mecânicos, em que o Espírito comunicante age diretamente sobre a mão do médium, impulsionando-a. Neste gênero de mediunidade, o médium não tem nenhum conhecimento do que a sua mão escreve, uma vez que o movimento dela independe da sua vontade.
5. Além da influência relacionada com a execução do fenômeno mediúnico, pode haver uma influência moral do médium no exercício das suas faculdades?
R.: Sim. Além da influência relacionada com a execução da prática mediúnica, ocorre ainda uma influência maior do médium no tocante ao aspecto moral do exercício da faculdade mediúnica. Quanto mais elevado moralmente for o medianeiro, maior afinidade terá ele com Espíritos de maior envergadura moral e poderá, desse modo, receber comunicações de conteúdo mais elevado.  

Bibliografia:
O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, itens 223 e 227.
Obras Póstumas, de Allan Kardec, item 50, pp. 64 e 65.


http://www.oconsolador.com.br/ano3/118/esde.html

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Estudo: Dores da Alma - MEDO

Livro : "As dores da alma"
AS DORES DA ALMA
(HAMMED / FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO)

6 - MEDO



- Colocar nossa atenção nas coisas da vida é fator importante para o nosso desenvolvimento mental e espiritual. Todavia, é necessário saber direcionar convenientemente nossa percepção e atenção no momento exato e para o lugar certo.
- Quanto mais pensarmos e voltarmos nossa atenção para as calamidades e desastres, mais teremos a impressão de que o mundo está limitado à nossa pessoal maneira catastrófica de vê-lo e senti-lo.
- Na oportunidade de crescimento que nos oferecem nossas experiências, temos a oportunidade de validar e potencializar determinadas crenças e conceitos que poderão nos desestruturar psiquicamente, levando-nos a uma verdadeira hipnose mental. A partir disso, esquecemo-nos de visualizar o restante do mundo que nos cerca. Passamos a viver simplesmente voltados para a opinião que adotamos como “única verdade”, assustados e amedrontados entre constantes atmosferas de receio e apreensão.
- O resultado do medo em nossas vidas será a perda do nosso poder de pensar e agir com espontaneidade, pois quem decidirá como e quando devemos atuar será a atmosfera do temor que nos envolve.
- Ancorados pelo receio e pela desconfiança, criamos resistências, obstáculos e tropeços que nos impedem de avançar.
- As sensações do medo sobrecarregam as energias dos chacras do plexo solar e do cardíaco, provocando, quase sempre, uma impressão de vácuo no estômago e um descontrole nas batidas do coração.
- Aprendendo a focalizar e a desfocalizar nossas crises, traumas, medos, perdas e dificuldades, bem como os acontecimentos desastrosos do cotidiano. Teremos metas sempre adequadas e seguras que favorecerão nosso progresso espiritual.
- “Sombra” é um conceito junguiano para designar a soma dos lados rejeitados da realidade que a criatura não quer admitir ou ver em si mesma, permanecendo, portanto, esquecidos nas profundezas da intimidade.
- Por medo de sermos vistos como somos, nossas relações ficam limitadas a um nível superficial. Resguardamo-nos e fechamo-nos intimamente para sentir-nos emocionalmente seguros.
- As coisas ignoradas geram mais medos do que as conhecidas. Recusar-se a aceitar a diversidade de emoções e sentimentos de nosso mundo interior nos levará a viver sem o controle de nossas existências, sem ter nas mãos as rédeas de nosso destino.
- Desvendar, gradativamente, nossa “geografia interna”, nosso próprio padrão de carências e medos, proporciona-nos uma base sólida de autoconfiança.
- Arrependimento pode ser visto como a nossa tomada de consciência de certos elementos que negávamos consciente ou inconscientemente, projetando-os para fora ou reprimindo-os em nossa “sombra”.
- Tomar consciência é uma expressão moderna que significa discernimento da vida exterior e interior, acrescida da capacidade de julgar moralmente os atos.
- O ato de arrependimento é um antídoto contra o medo. Quem se arrependeu é porque aprendeu que é simplesmente humano, falível e nem melhor nem pior do que os outros. Arrepender-se é o primeiro passo para melhorarmos e progredirmos espiritualmente.
- Os chamados tiques nervosos nada mais são do que impulsos compulsivos de atos ou a contração repetitiva de certos músculos, desenvolvida de forma inconsciente, para não tomarmos consciência dos conteúdos emocionais que reprimimos em nosso “Sombra”. Os tiques são compulsões motoras para aliviar emoções e funcionam como verdadeiros “tapumes energéticos” para conter sentimentos emergentes.
- Enquanto o indivíduo se distrai com o tique, não deixa vir à consciência o que reprimiu, por considerá-lo feio e pecaminoso.
- O somatório dessas emoções negadas nos causa medos inexplicáveis que nos oprimem, afastando-nos do verdadeiro arrependimento e prejudicando o nosso crescimento interior.
- Uma das manifestações do medo mais problemáticas para as criaturas humanas é a denominada fobia social ou ”agorafobia”, ou seja, é o pavor de fazer o que quer que seja em público.
- O fóbico social receia ser julgado e avaliado pelos outros.
- Dentre as muitas dificuldades que envolvem a “agorafobia”, a mais grave é a incerteza de nosso valor pessoal e as crenças de baixa estima que possuímos, herdadas muitas vezes na infância.
- O sentimento de inferioridade é o grande dificultador dos relacionamentos seguros e sadios, produzindo uma necessidade de estarmos sempre certos e sempre sendo aplaudidos pelos outros. Tememos mostrar-nos como somos e escondermos nossos erros, convencidos de que seremos desprestigiados perante nossos companheiros e amigos.
- Diversas matrizes do medo se fixaram na vida infantil. Os pais autoritários e rudes que estabeleceram um regime educacional duro e implacável, impondo normas ameaçadoras e punitivas, criaram na mente das crianças a necessidade de mentir e fantasiar constantemente. Dessa maneira, elas passaram a viver de forma que agradassem a todos numa enorme necessidade de aprovação e numa atmosfera de insegurança